O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

4 de julho de 2016
Autor: Junior Candido

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

O Brazilian Indepedent Games Festival 2016, ou BIG para os mais ínitimos, aconteceu até ontem (3) em São Paulo, no Centro Cultural da Vergueiro, e ofereceu muito mais jogos de qualidade do que na última edição. Fizemos uma visita no festival e agora você pode conferir o que encontramos de interessante por lá.

O BIG sempre foi uma boa oportunidade de apresentar para o público em geral ótimos games independentes, mas neste ano, mais do que indicar e premiar os melhores do ano, a feira ganhou muito com a presença dos desenvolvedores e seus stands, podendo apresentar seus projetos para todos e até criar oportunidades de negócios.

E outra coisa muito bacana a ser observado durante nosso tempo no BIG, foi a presença imensa de crianças no local. Ao mesmo tempo que escolas levam os seus alunos para o evento como passeio cultural (outra coisa muito positiva ao se falar de games), também era possível ver muitos pais levando seus pequenos para conhecer e curtir os jogos expostos.

E, como já foi feito no ano passado, selecionamos para você um pouco do que de melhor o BIG apresentou. Não necessariamente os melhores, já que para isso o próprio festival elege os games preferidos, mas sim aqueles que de uma maneira ou outra, nos oferece novidades relevantes para o universo indie, especialmente o brasileiro.

Super Button Soccer

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

A Smyowl voltou a fazer sucesso com o seu Super Button Soccer, que está com estreia prevista para o segundo semestre (o jogo está no momento em Early Access na Steam). O jogo, que ganhou um menu a la FIFA e oferece melhorias visuais e no gameplay está cada vez mais viciante e com o seu lado estratégico bem competente. Promete.

Wheels of Aurelia

No BIG do ano passado, falamos de Three Fourths Home, um jogo que foca na narrativa, limitando o gameplay a um “siga em frente”. No italiano Wheels of Aurelia, a proposta é semelhante: você guia o carro em uma visão isométrica, semelhante a uma mistura de Out Run com Rock’n Roll Racing, mas seu objetivo não é chegar antes de todo mundo, e sim, dar continuidade em uma interessante história, na agitada Itália dos anos 70.

Late Shift

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

Lembra de Dragon’s Lair? Pois o gênero voltou com mais ambição em Late Shift. Outro candidato a melhor jogo da feira, o game do estúdio CtrlMovie AG foi feito na Suíça, mas rodado na Inglaterra. O game oferece um filme interativo no melhor estilo dos games da Quantic Dream, porém com atores reais, sendo então um filme interativo, no qual você assiste, mas precisa responder e tomar providências específicas para ditar o rumo da história. O game está disponível para iOS, oferece o primeiro episódio de graça e cobra US$4,99 para o desbloqueio de toda a história.

Bushido Saga

Os smartphones contam com muitos jogos, porém poucos deles contam com apelo para o público hardcore. A Pandora Game Studio quer oferecer esta proposta com o seu Bushido Saga. Lembrando os games Samurai, da Madfinger, mas com proposta de oferecer um RPG, com enredo e exploração entre os combates, o game oferece uma ideia bem interessante: o jogo está totalmente gratuito, porém é possível comprar partes do jogo para desbloquear alguma parte empacada, por exemplo.

Horizon Chase

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

O game brasileiro, que já é um enorme sucesso, também levou o prêmio de Melhor Jogo do BIG Festival 2016. As crianças praticamente não deixavam ninguém chegar perto dos dois locais que apresentavam o jogo.

Brazilian Root

Em meio a tantos jogos focando o mobile e o online, a Pátria Games esteve presente no BIG para apresentar o seu Brazilian Root. O FPS quer fazer a diferença oferecendo uma história acessível, com eventos feitos para o público brasileiro, gameplay hardcore, com apenas um checkpoint na fase, e visual caprichado, usando a CryEngine.

Na feira, havia apenas um vídeo com um trailer e os artworks do game, mas é um título que vale a pena ficar de olho, pois é feito “de brasileiros para brasileiros”, conforme o lema do projeto.

Keen

Falamos deste jogo em outra oportunidade, e a versão Pre-Alpha estava disponível para testes. O jogo, que mistura Zelda com o formato de jogos de celular (três estrelas, gameplay casual e fases curtas), bebendo muito da fonte dos dois Metal Gear do MSX, Keen oferece um gameplay divertido e promete muito.

The Interactive Adventures of Dog Mendonça and Pizzaboy

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

Um point and click interessante, com arte de quadrinhos de primeira qualidade. Inspirado pelos quadrinhos, de criação do português Filipe Melo, coube ao argentino OKAM Studio a responsabilidade de oferecer uma aventura noir e maluca ao mesmo tempo.

A qualidade do jogo está obviamente no enredo — o game concorreu ao prêmio de Melhor Narrativa, mas também oferece um trabalho artístico muito interessante, além do gameplay que lembra de maneira positiva os clássicos da Lucas Arts.

Palestras, músicas e a promessa de um 2017 ainda melhor

O mundo encantado dos games indies no BIG 2016

O BIG Festival 2016 ofereceu muito conteúdo, como palestras e o dobro de games para exposição. Como reflexo positivo, podemos citar uma indústria brasileira mais criativa e sedenta por oferecer conteúdo diversificado, criando uma forte identidade própria junto aos games de outros países.

Para 2017, além da feira, o que podemos esperar são desenvolvedores brasileiros fazendo mais bonito lá fora. Apesar das dificuldades de sempre, os estúdios tem conseguido seu destaque e espaço, dia a dia, jogo a jogo. Resta a todos nós prestigiar e conhecer melhor este rico universo.

Uma resposta para “O mundo encantado dos games indies no BIG 2016”

  • 4 de julho de 2016 às 19:40 -

    Onigumo

  • ^^, alguns títulos são legais! Gostei do “Metal Slug”, alguém lembra o nome do kickstarter/steam brasileiro?

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