Top 10 Arkade: Franquias da Konami que gostaríamos de ver nas mãos de outras produtoras

17 de maio de 2015
Autor: Luan Barbosa

Top 10 Arkade: Franquias da Konami que gostaríamos de ver nas mãos de outras produtoras

A Konami é uma das maiores e mais aclamadas empresas de games do mundo. Responsável por diversas franquias clássicas que transpassaram diversos momentos dos videogames, há mais de 30 anos ela vem trazendo diversos games que possuem uma legião de fãs ao redor do mundo.

Apesar disso, nos últimos meses, seu nome tem se envolvido em assuntos menos nobres e mais polêmicos, muito por conta da demissão de sua principal mente, o produtor Hideo Kojima, o cancelamento do super aguardado Silent Hills e a saída da empresa da bolsa de valores.

Por conta disso, muitos fãs tem se perguntado “o que está acontecendo?” e considerando que a empresa anda mal das pernas, indício de seu (improvável) fim. Se algo nesse sentido pode acontecer, só o tempo pode dizer. Mas e se por ventura acontecesse e as franquias dela fossem parar nas mãos de outras empresas e estúdios do mundo dos games? Confira abaixo nosso Top 10!

10) Yu-Gi-Oh! – Stainless Games/Wizards of the Coast

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Conhecido por ser um dos mangás mais famosos da editora Shonen Jump, Yu-Gi-Oh! obteve um pequeno sucesso no seu início de vida nos consoles, primeiramente com Forbbiden Memories, do primeiro Playstation, e The Duellists of the Roses, para Playstation 2. Porém, depois de alguns jogos mal recebidos pela crítica e pelo público, a franquia acabou se limitando a um nicho de jogadores e praticamente sendo esquecida. Então, que tal a Stainless Games, juntamente com a Wizards of the Coast, que juntas lançam as versões digitais de Magic: The Gathering, produzirem um game baseado em Yu-Gi-Oh! em que poderíamos jogar tanto nos nossos consoles de mesa, quanto no PC e também em tablets e smartphones?

9) Dance Dance Revolution – Harmonix

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Talvez a primeira grande mania dos jogos de dança que o mundo já viu, Dance Dance Revolution ainda recebe muitos títulos anuais, porém, muitos deles limitados ao Japão, algumas vezes na Europa e dificilmente nas Américas. Então, como se sairia um game produzido pela Harmonix, uma das maiores produtoras de jogos musicais do mundo, responsável por apenas Guitar Hero, Rock Band e Dance Central? Apesar deste último já ser uma ótima franquia de dança, acabou se perdendo no seu último game e perdendo ainda mais mercado pro seu concorrente Just Dance, já que é exclusivo para Xbox One. Um nome forte, aliado à uma veterana poderia simplesmente dar fim ao monopólio da Ubisoft, quem sabe.

8) Castlevania – Retro Studios/Nintendo

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Castlevania é uma das franquias mais famosas do mundo e uma das que mais sofreram mutações de estilo ao longo de sua vida. Seu maior sucesso, no entanto, foi seu período em que se manteve como um game de plataforma com elementos de RPG e muita exploração, como em Symphony of the Night. Porém, desde este último, lançado em 2008, não vemos um game apostar exatamente nisso, tendo um capítulo muito aquém das espectativas — Mirror of Fate — e praticamente nenhuma novidade sobre algum novo jogo. A Retro Studios então poderia levar Castlevania novamente aos portáteis da Nintendo, onde viveu muitos momentos bons, e aproveitar sua experiência em revitalizar clássicos, como em Donkey Kong Country Returns para criar novamente um verdadeiro jogo de plataforma, aliada a sua experiência em Metroid Prime, levando ao título grandes doses de exploração e combate.

7) Suikoden – Atlus

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A Atlus é atualmente uma das grandes produtoras de RPG do mundo e sempre tratou com atenção tanto o público oriental, quanto o ocidental, que sempre viu a maioria de seus lançamentos chegarem localizados, como a franquia Shin Megami Tensei. Por conta disso, não seria nada mais justo que ela cuidar de Suikoden, uma das franquias mais únicas de JRPGs e que não vê um novo capítulo desde 2006. Recentemente a série voltou ao olhar dos fãs, antigos e novos, pelo relançamento de Suikoden I e II, originais de PS1, na PSN. Porém, os fãs merecem algo maior que isso, certo?

6) Snatcher/Policenauts – Telltale Games

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Os clássicos cults Snatcher e Policenauts ficaram por um tempo escondidos em sistemas e consoles não tão famosos assim e posteriormente ainda foram lançados em consoles da Sega e da Sony. Frutos da mente criativa (e bizarra) de Hideo Kojima, os dois games talvez não tenham chamado muita atenção inicialmente pelo seu estilo Visual Novel e que ainda contam histórias profundas e certamente incríveis. Para angariar mais fãs, os games poderiam ganhar remakes produzidos pelo estúdio Telltale, mestre em contar histórias, como já fazem com franquias externas, como The Walking Dead (inclusive ganhando o prêmio Game of the Year por esse), Game of Thrones e Borderlands. Um cenário cartunesco no estilo mangá em cellshading e uma narrativa episódica seria mais que perfeitos para casar com os temas cyberpunk e policial de cada título, respectivamente.

5) Contra – Sledgehammer Games/Activision

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Outra franquia que não recebe um capítulo novo à quase uma década, Contra seria um perfeito retorno ao tiroteio insano que os jogos de tiro — independente do estilo — traziam a algum tempo, já que hoje temos diversos jogos mais realistas, onde todo cuidado é pouco e a munição é escassa. A Activision, responsável por uma das franquias de FPS atuais, Call of Duty, poderia revitalizar bem a antiga franquia e adicionar muita ação com toques modernos pelas mãos do estúdio Sledgehammer, que é encabeçado por dois veteranos que já trabalharam em Call of Duty: Modern Warfare 3 e na franquia Dead Space. O que não faltaria é ação com muitos tiros e alienígenas amedrontadores.

4) Zone of the Enders – Bandai Namco

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Se tem uma mente difícil de ser entendida, é a de Hideo Kojima. Todas as suas criações são, no mínimo, inusitadas e todas possuem sistemas curiosos aliados à um enredo carregado. Em Zone of the Enders, não é diferente: os dois jogos lançados em 2001 e 2003 são únicos em seu gênero, pois além das batalhas entre robôs gigantescos com designs incríveis, ainda contam uma história profunda, que com certeza seria difícil alguém tentar algo parecido. Porém, a Bandai Namco bem que poderia tentar dar um futuro à franquia, trazendo elementos cruciais em jogos seus como as batalhas incansáveis de Dynasty Warriors: Gundam e o enredo praticamente infinito da trilogia Xenosaga. De bônus, ainda poderia ter um mecha baseado em KOS-MOS. Quem não gostaria?

3) Silent Hill – Quantic Dream

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A grande polêmica recente no mundo dos games se deu ao fato de que Silent Hills, mais recente capítulo da aclamada franquia de terror, foi cancelado e sem esperança de volta. Depois de um teaser jogável e o anúncio de uma parceria invejável entre o diretor Guillermo del Toro e (mais uma vez ele) Hideo Kojima na criação do game, era difícil não se empolgar, ainda mais que o game contava com o ator Norman Reedus como protagonista. A decepção ainda é enorme pelo potencial perdido depois disso tudo. Mas… E se a Quantic Dream, produtora de clássicos narrativos-interativos, como Heavy Rain e Beyond: Two Souls, colocasse o projeto pra frente? É só ligar os pontos: teaser empolgante e assustador, cineasta e produtor de games envolvidos, protagonizado por um ator…

2) Castlevania – From Software

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Espera um pouco. Castlevania novamente?” Sim. Como no item que citava Castlevania antes, foi dito que a série foi uma das que mais sofreu alterações durante sua vida. Recentemente, a franquia recebeu um leve reboot com Lords of Shadow, um estiloso game de ação e aventura, mas que não caiu nas graças de crítica e público. Então, como seria um Castlevania produzido pela From Software, veterana responsável por Dark Souls e Bloodborne? O game poderia trazer toda a dificuldade que a produtora gosta, já que jogaríamos com um humano armado apenas com um chicote mágico, mas vulnerável às criaturas das trevas baseadas em mitologias e monstros clássicos da literatura e cinema. E claro, em um gigantesco castelo com boss fights dificílimas, entrando na pele de Simon, Trevor ou Richter Belmont. Bom, não?

1) Metal Gear – Naughty Dog

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E talvez um dos maiores sonhos dos fãs de Metal Gear (pelo menos os donos de Playstation), seria ver o mestre Kojima destilar toda sua criatividade com um dos estúdios mais aclamados do mundo, Naughty Dog. O foco do produtor japonês sempre ficou claro que é sua franquia capitaneada por Solid Snake e Big Boss e ela poderia se aliar bem ao estúdio que já lançou pérolas recentes, como Uncharted e The Last of Us, ambos contando com um belo (mas que poderia melhor) sistema de stealth, tiroteios que exigem tática e histórias divertidas, dramáticas e profundas. Produtor e estúdios aliados, poderíamos ver um possível candidato a estar entre os melhores jogos do mundo.

Menções honrosas:

Alguns jogos da Konami acabaram ficando para trás, mesmo tendo feito parte de alguma maneira da história, seja por ter uma enorme base de fãs ou ter definido um estilo, e provavelmente serão únicos para sempre. Mas se eles tivessem mais uma chance com produtoras modernas, como seria?

Sunset Riders – Rockstar Vancouver

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O grande sucesso do spaghetti western dos arcades poderia ganhar uma versão totalmente repaginada pelas mãos da divisão Vancouver da Rockstar, recebendo as características cartunescas de Bully e o tiroteio frenético e linear de Max Payne 3 para rivalizar com o parente Red Dead Redemption. Claro que não poderia faltar o “bury me with my money“.

Road Fighter – Criterion Games

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O game de corrida lançado em meados dos anos 80 tem poderia voltar pelas mãos da mãe de Burnout e que hoje cuida de Need For Speed. Road Fighter recebeu duas sequências durante os anos 90, mas ficaram no anonimato. Dessa vez, poderiam voltar para dar uma variada no atual cenário em que jogos de corrida se parecem muito entre si, trazendo toda a adrenalina que o jogo original possuia.

Yie Ar Kung-Fu – Double Helix

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Conhecido como o primeiro jogo de luta moderno, Yie Ar Kung-Fu foi influência máxima de Street Fighter e sem ele provavelmente não teríamos os diversos fighting games que temos hoje em dia. O estúdio Double Helix, que revitalizou o sucesso Killer Instinct, para Xbox One, poderia revitalizar esse game também, baseando-se em artes marciais e sem poderes especiais, que tal?

Zombies Ate My Neighbors – Fatshark

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Não exatamente um game da Konami, Zombies Ate My Neighbors é uma criação da praticamente finada LucasArts publicada pela empresa nipônica. Seu estilo cartunesco e sua ação totalmente nonsense seria muito bem atualizada pelo estúdio Fatshark, responsável pelo recente Escape Dead Island, que também trás uma premissa baseada em zumbis e tem gráficos cellshading, o que daria um ar nostálgico.

International Superstar Soccer – Sega

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Já o eterno jogo de futebol do Super Nintendo talvez teria uma chance novamente nas mãos da Sega de outrora. Como? Simples: pegue toda a nostalgia que a franquia carrega, adicione o gameplay moderno de Virtua Striker e teríamos um concorrente à altura de FIFA. Porém, não seria possível, infelizmente, já que Virtua Striker não vê a luz desde 2006 e International Superstar Soccer já tem seu sucessor espiritual, Pro Evolution Soccer.

Talvez nada disso possa acontecer, visto que envolveria uma grande e burocrática disputa de direitos, mas sonhar é permitido não é? Quem sabe a própria Konami não volte a enxergar potencial em antigos nomes que possui e brilhe novamente. Então deixe sua opinião nos comentários abaixo!

7 Respostas para “Top 10 Arkade: Franquias da Konami que gostaríamos de ver nas mãos de outras produtoras”

  • 17 de maio de 2015 às 16:57 -

    Alessandro do Carmo Silva

  • Vai lá Konami. Dessa vez não caga não, vende suas IPs pras produtoras certas.

  • 17 de maio de 2015 às 22:53 -

    Matheus Allan

  • MGS V NA NAUGHTY DOG KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • 17 de maio de 2015 às 23:17 -

    Renan do Prado

  • Só digo uma coisa, Metal Gear tem que ser o Kojima, sem Kojima, sem Metal Gear!!!! O mesmo pra Zone of the Enders, Snatcher e Policenauts. Sem Kojima não rola nem imaginar como seria!!!

    • 18 de maio de 2015 às 02:54 -

      Helder Jaguarhx

    • ”Zone of Enders” eu até digo que é possível, sim. Mas, ”Policenauts” e ”Snatcher” seriam arriscados. ”Metal Gear” só dá certo com o Kojima mesmo. Que dá pra continuar a franquia SEM ele, usando de spin-offs legais de ação como ”Rising”, isso é certo. Só que NÃO seria a mesma coisa, nem a pau!

      O que me deixa feliz é que, daqui um ou dois anos, essas 3 franquias que você citou irão receber, provavelmente, ”sucessores espirituais” no Kickstarter, pelas mãos do próprio Kojima. ;)

      • 19 de maio de 2015 às 00:42 -

        Renan do Prado

      • Zone of the Enders até poderia seguir pelo estilo de jogo, mas quando o Kojima se envolve numa série, ficar sem ele já é como se fosse um aviso que não daria certo..

  • 18 de maio de 2015 às 01:20 -

    Leandro alves

  • Acho que metade dessa lista não ia dar certo em outras produtoras. E NÃO!!! Não precisamos de outro Lords of shadows. E com Fifa e Pes estabelecidos, Eu não acho que Internacional super star soccer vingaria hoje em dia

    • 18 de maio de 2015 às 03:02 -

      Helder Jaguarhx

    • Acho que ”Int. Super Star” até vingaria se fosse feitos nos moldes de uma homenagem sincera e nostálgica. Respeitando a jogabilidade e os exageros da franquia clássica: Allejo; juiz cachorro; etc… Até mesmo EU, que não gosto de jogos de futebol reais ou digitais, me empolgaria em um game dessa franquia. Se for em estilo ”pixel art” ou ”16 bits retrô”, então, acharia perfeito.

      Sobre ”Lords of Shadows” : Concordo contigo. Nada contra o game. É um bom jogo até. Mas, NÃO é Castlevania. Eu ficava jogando e me sentia no controle de uma game de ”God of War” ou ”Devil May Cry” versão ”Gótico europeuidade média”. E a arrogância do diretor do projeto, que teve a audácia de afirmar que ”Castlevania 2D morreu”, foi a última pá de areia sobre o caixão de jogos de Castlevania em 3D. Além de prejudicar a versão clássica 2D e 2.5D.

      Mas, essa resposta que o Igarashi deu com o ”sucessor espiritual de Castlevania” foi espetacular.

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