Tribuna Arkade: O que é Gamergate? E por que eu deveria me preocupar com isso?

22 de outubro de 2014
Autor: Gui Mendes

Tribuna Arkade: O que é Gamergate? E por que eu deveria me preocupar com isso?

Gamergate é um movimento de difícil compreensão. Assim como qualquer organização de pessoas que cresce subitamente, as ramificações e o idealismo base do projeto acabam se fragmentando e se desvirtuando no meio do caminho. Vide o exemplo das manifestações que tomaram o país no ano de 2013, existiam pessoas inteiradas em aspectos divergentes e, ainda assim, “teoricamente”  lutando por uma mesma causa. É exatamente o que anda acontecendo ultimamente no mundo dos games. Mas calma, vamos do começo, muito antes da criação do Gamergate.

Os jogos eletrônicos deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento, há algum tempo. Começaram a ser tratados como obras complexas, envolvendo assuntos pessoais sérios tais quais aborto, sexualismo e depressão. Logo, a identidade dessas produções começou a ser assunto de discussões ideológicas concomitantemente ao desenvolvimento da liberdade (anônima) de expressão gerada pela a internet. Anita Sarkeesian é um fruto desta evolução da retórica atual.

Em 2012 após o sucesso da sua campanha KickStarter para começar uma nova websérie (já que o Feminist Frequency começou em 2009), ela começou a ficar mais conhecida como um expoente feminista na web, usando argumentos para questionar peças de entretenimento já aceitas pelo grande público e o sexismo contido nas mesmas. Aí que se deu início a interminável batalha entre uma parcela de “gamers” haters e a garota ativista. As agressões que ela sofreu vão de ameças de morte e inúmeras atrocidades e injúrias físicas, até tentativas de ataques DDOS ao seu site.

Tribuna Arkade: O que é Gamergate? E por que eu deveria me preocupar com isso?

Em agosto desse ano, um novo acontecimento gerou alvoroço na comunidade. Zoe Quinn, desenvolvedora do Depression Quest (jogo indie autobiográfico que explora as dificuldades de se viver com a depressão), foi o alvo de uma rajada de comentários sexistas. Tudo por conta de uma publicação de seu ex-namorado (Eron Gjoni) acusando-a de suposta traição com Nathan Grayson (escritor da Kotaku-UK) – o que teria sido o motivo da positiva análise sobre o seu jogo. Foi aí que, da revolta incontrolável de uma pequena parcela, surgiu o movimento Gamergate (uma clara alusão ao escândalo de Watergate) com o intuito de “desmascarar” o jornalismo de games e questionar a ética da indústria. É aí que as fontes divergem, tal qual um roteiro fraco de filme de conspiração. Existe a vertente que diz que ele foi engenhado por usuários do 4Chan por aqueles que miravam a integridade de Quinn e a da mídia. E existe outra que diz que a mídia estaria se organizando “por baixo dos panos” para controlar a informação e manipular a opinião pública através de uma lista de e-mails secreta.

O que, ao longo do tempo, foi divulgado junto à hashtag #Gamergate, além das injúrias sexistas daqueles que iam de encontro ao grupo, foram as conexões e abusos éticos relacionados à indústria dos games. Como fraude em premiações independentes, associando juízes como investidores dos jogos vencedores, desenvolvedores que apoiavam o movimento sendo colocados em lista negras em grandes sites de jornalismo gamer e boicotes a projetos para o favorecimento de alguém já inserido no meio.

Tribuna Arkade: O que é Gamergate? E por que eu deveria me preocupar com isso?

Pois então você me diz, “Agora sim entendo o que anda acontecendo, mas em que isso me atinge?”. Se lembra quando ao citar os haters machistas, eu usei a palavra “gamers” entre aspas? Então, sinta-se incluso nessa. A identidade do que é ser gamer está vindo à tona como principal discussão no meio de tudo isso, o que atingirá você e aquele seu amigo viciado em Minecraft. Assim como citei as manifestações no Brasil em 2013, que por muito tempo foram vistas como um ato de marginais, devido a pequena parcela(a “melhor” a ser mostrada) ditar as regras na grande mídia, o mesmo se repete aqui. Ainda aqueles que tentaram preservar o movimento, levantando uma nova bandeira do #NotYourShield informando que não seriam a proteção para tamanho cyberbullying, não conseguiram deter a repressão dos fakes de twitter(chamados de sockpuppets). A identidade está se generalizando, como disse Leigh Alexander para o Gamasutra:

“Gamer” não é só um rótulo demográfico que, cada vez mais, as pessoas preferem não mais usar. Ser gamer acabou. É por isso que eles estão tão loucos. Esses obtusos vomitadores de merda, esses hyper-consumidores chorões, essas crianças argumentadoras de internet – eles não são minha audiência. Eles não precisam ser a sua. Não existe um “lado” ao qual escolher, não existe um “debate” para se ter. Existe o que ficou no passado, e o que há agora. Existe o papel que você escolher para jogar o que vier a seguir.

Com a recente ameaça de fuzilamento em uma palestra da Sarkeesian em Utah, houve uma nova vertente daqueles que não mais aguentavam a tamanha opressão e assim surgiu a mais nova hashtag #StopGamergate2014. O fato do movimento Gamergate ser usado tanto pelos mais equilibrados e sensatos quanto pelos mais reacionários e hostis, concentrando tanto perspectivas legítimas quanto pura agressão gratuita, mostra o quão difuso e desorganizado tem sido o diálogo entre ambas as partes. E, neste esse turbilhão de opiniões, denúncias e ofensas, a coisa mais evidente é que, tudo isso, parece ser apenas reflexo do sexismo latente e institucionalizado que permeia a comunidade de games – e, bem, todo o resto do mundo – numa saída fácil de colocar a culpa na cultura. Afinal, o problema não está num movimento, numa iniciativa, ou numa organização, mas sim nas pessoas. Este é o maior problema de se ter um grupo homogêneo calcado numa cultura machista e sem novas perspectivas. No dia que a GG acabar, e as ameaças não… Em quem colocarão a culpa?

26 Respostas para “Tribuna Arkade: O que é Gamergate? E por que eu deveria me preocupar com isso?”

  • 22 de outubro de 2014 às 11:17 -

    Rachel Magro

  • Excelente texto. =D

  • 22 de outubro de 2014 às 11:21 -

    rafael_clossehlin

  • Desculpa, mas eu me perdi um pouco. O movimento nasceu exatamente com qual intuito? E as duas vertentes parecem trabalhar não em sentidos opostos, mas com focos diferentes: atacar Quinn e atacar a mídia. Não entendi onde exatamente elas se divergem.

    • 22 de outubro de 2014 às 11:47 -

      Gui Mendes

    • Primeiramente, como citado no texto, o movimento foi criado para tornar o jornalismo gamer mais transparente, devido esses escândalos sobre favorecimento daqueles já inseridos no meio.

      Já sobre as duas vertentes, falo sobre aqueles que apoiam o Gamergate e os que são contra. São opostos, um dos lados achando uma besteira a criação do movimento(já que ele acabou indo para um lado errado de atacar, com mais ênfase, as mulheres) e o outro acreditando que é necessário uma transparência sobre o que é publicado hoje em dia. O #NotYourShield representa esse lado a favor do Gamergate, mas não concordando com as ameaças.

  • 22 de outubro de 2014 às 11:29 -

    Edimartin Martins

  • Isso já tá enchendo o saco.                                                                                                                                                                                                                        Essa Anita precisa abrir mais o ângulo de visão dela. Ela está olhando apenas para os jogos, mas o que ela não consegue ver é que os jogos herdaram esse comportamento de outros meios.                                                                                Portanto senhora Anita: Antes de acusar os jogos pelo seu sexismo. Acuse primeiramente o cinema, e depois a televisão. Porque esses dois meios de comunicação usam mulheres como objetos.                                                                     No final, se você sair viva. Então você poderá atacar o mundo dos jogos.

    • 22 de outubro de 2014 às 12:28 -

      joanna lipe

    • cara, nao viaja, ela critica o que acha que deve criticar. É a area dela, cultura pop dos games (sendo que elajá abordou outras midias sim), qualquer coisa que venha da sociedade machista é machista por si só. Pára de tratar os games como algo que deve ser impassível de criticas.Vocês todos tem culpa no cartório sim, isso deve ser exposto, deve ser problematizado e deve ser resolvido. Todo meu apoio a Anita que está fazendo o que muito homem tem medo: falar a verdade e de forma honesta.

      • 22 de outubro de 2014 às 15:58 -

        Jorge Lopes

      • É o seguinte, se colocar a situação inversa, homem nem um ta certo, isso tudo é “comum” no dia-a-dia acontecem essas ações na vida das pessoas. Os games, Series, Cinema e etc… Somente estão retratando algo, os filmes são feitos para vender e gerar lucros os jogos também, assim como qualquer outro produto. Apelativo? Talvez, mas cabe o gosto de cada pessoa, EX: Se uma pessoa ou um pequeno grupo se sentem insatisfeitas com o final da novela das noves, (Ou até mesmo o desenvolvimento da msm) eles simplesmente vão abrir uma campanha para boicotar, capar, censurar ou nerfar algo no produto em si?É bem simples no mundo dos games vc quer um produto que te agrade bastante? então que tenha pelo menos mais de 1 Milhão de pessoas pedindo por esse produto. Só falta agr querer tirar as panicats do pânico.Essa Anita é um lixo de pessoa, sinto pena dela. Como os ataques dela a outros veículos de mídia e entretenimento foram falhos, agora ela quer tentar ganhar notoriedade Criticando games.Não estou desejando mal algum pra ela, mas isso pode acabar prejudicando muito a ela, colocando até mesmo a própria vida em risco.”Se você não gosta do abatimento de animais, então faça algo simples: NÃO SE ALIMENTE DA CARNE DELES”Anita se você não gosta não use deixe quem gosta usar e seja feliz, vc não é exclusiva. Você é uma pequenissima parcela querendo mudar um mundo enorme.

    • 22 de outubro de 2014 às 19:21 -

      Henrique Gonçalves

    • Pessoal, vocês estão xingando uma pessoa porque esta pessoa esta fazendo vídeos para internet expressando a opinião dela. Vocês entendem como isso afeta praticamente nada nos videogames? Ninguém está tirando o seu direito de joga-lo e ela tem todo o direito de falar algo que está errado. Não tem dessa de “cinema fez primeiro então xinga o cinema”, se for assim então vamos xingar Ford pela poluição dos carros no ambiente.

      Ela só afeta a indústria positivamente, o próprio Neil Druckmann da Naughty Dog falou que a Ellie de The Last of Us foi algo criado diretamente dos vídeos da Anita. E os jogos que são sexistas ou qualquer coisa do tipo não vão sumir porque uma mulher lança um vídeo mensal apontando os erros, que são totalmente justificáveis, de nossa subcultura. Agora, o impacto negativo, as ameaças de morte, todo o assédio que ela sofre, isso sim que afeta negativamente a nossa subcultura aos olhos de todos, tanto do nicho, quanto do publico lá fora.

      E não, eu não concordo com ela em vários pontos feitos em seus vídeos. Mas eu vou apoiar o direito dela de falar o que bem entender.

      • 26 de outubro de 2014 às 18:09 -

        Tarsis Salvatore

      • Assino embaixo do teu comentário. 

  • 22 de outubro de 2014 às 12:10 -

    Ferrark

  • …me sentia melhor quando eu nem sabia o que era isso…não que eu concorde com o sexismo seja onde for…nenhuma discriminação é interessante ou boa……mas eis que nós precisamos de um escândalo digno de novela das 8h, ou 9h ou 10h….pra prestar atenção em sexismo e transparência no jornalismo (seja lá qual for a área) ai, ai, ai…….vou voltar pra minha Normandy com a minha Shepard, ela não tem tempo pra discutir sobre se é um quarian, homem ou mulher, turian, humano, menina, menino…ou quem tá pegando quem…nós já deveríamos ter superado essas coisas.

    • 22 de outubro de 2014 às 16:43 -

      Jonatas O. Chagas

    • Concordo cara.
      não queria nem ter ouvido falar desse movimento. Isso só me deixou um tanto quanto “Enojado” com algumas pessoas.

  • 22 de outubro de 2014 às 13:05 -

    Kubrick Stare Nun

  • Há varias coisas erradas com esse texto:Primeiro de tudo por desqualificar todos os críticos da Saarkesian como se fossem meramente um bando de haters machistas e não pessoas que estão criticando o fato de que ela usa de falácias e ‘cherry-picking’ pra argumentar que jogos que na realidade não são machistas o seriam. Mais ou menos da mesma forma que a mídia televisiva cria uma imagem dos vídeo games como sendo só sobre violência a Sarkeesian também está criando uma imagem dos vídeo games como um todo sendo só machistas com a sua própria variação do sensacionalismo. O texto falha também ao não mencionar que há evidências de que Sarkeesian falseia as tais ameaças de morte que ela recebe.Em segundo lugar, e está é a falha muito pior: A importância do escândalo da Zoe Quinn foi diminuída e a sua natureza distorcida. Como assim que ela teria sido alvo de comentários machistas e ataques de uma minoria odiosa sendo que no próprio artigo está citado que a razão do alvoroço todo é a corrupção e troca de favores dentro da mídia especializada!? Se é assim então agora quem criticar a Dilma por conta de supostos escândalos de corrupção vai ser machista também? Isso tudo não é sobre machismo ou feminismo, feminismo é só um escudo para o qual a Zoe Quinn está apelando para se proteger e divergir as críticas ao tirar a discussão do lugar onde ela realmente está (e vejam, está funcionando!). E o pior de tudo é que o artigo trata como “suposta” acusações bem evidenciadas de corrupção e nesse mesmo artigo narrativas que não são provadas são tratadas como se fossem fatos (tais quais as supostas ameaças de morte a Sarkeesian, para as quais ela não apresentou evidência nenhuma da existência)!

    • 22 de outubro de 2014 às 13:50 -

      Gui Mendes

    • Vamos lá, por partes, meu caro Kubrick.

      Eu cheguei a citar que se trata de apenas uma pequena parcela dos gamers, e dei verdadeiramente ênfase a isso, pelo simples fato de que, além do tema do texto ser esse, foi o começo da batalha sexista que ronda essa indústria. 

      Sobre as ameaças, acredite que antes de escrever o texto eu pesquisei argumentos dos dois lados(mais do que deveria), e essas conclusões de que ela forja ameaças para um maior reconhecimento não tem fundamento algum. São como teorias da conspiração, seria tão válido levar em consideração isso nesse texto quanto citar o falso pouso na lua. Além, é claro, do obvio fato de que ela ganharia muito mais participando dos eventos que ela se propôs à comparecer do que fingindo receber ameaças. 

      “então agora quem criticar a Dilma por conta de supostos escândalos de corrupção vai ser machista também?” sobre isso, como citei no texto, há aqueles que acreditam no primeiro ideal de movimento Gamergate, que usaram da hashtag #NotYourShield por acreditar que os escândalos são apenas uma ponta do iceberg. Só que a grande maioria(e digo isso por procurar pela hashtag no https://tagboard.com/gamergate/search) utiliza do movimento para atacar, gratuitamente, qualquer um que vá de encontro à sua politica, principalmente as mulheres envolvidas. 

      “tais quais as supostas ameaças de morte a Sarkeesian, para as quais ela não apresentou evidência nenhuma da existência”, novamente você diz isso baseado no que você não vê. Porque se você parasse dois minutos do seu tempo para pesquisar, veria que existe todo uma cultura de odiação à Sarkeesian, só de citar o nome dela um sockpuppet é criado. Pare o que estiver fazendo, e dê uma olhada em qualquer sessão de comentários num texto que cita a Anita… oh, wait.

      Att

      • 22 de outubro de 2014 às 14:16 -

        Kubrick Stare Nun

      • e essas conclusões de que ela forja ameaças para um maior reconhecimento não tem fundamento algum“Eis aqui um monte de coisas interessantes marcadas em um screenshot que ela mesma tirou:http://cdn.returnofkings.com/wp-content/uploads/2014/08/BwJNnfUCAAA9VrZ.jpgPorque se você parasse dois minutos do seu tempo para pesquisar, veria que existe todo uma cultura de odiação à Sarkeesian, só de citar o nome dela um sockpuppet é criado. Pare o que estiver fazendo, e dê uma olhada em qualquer sessão de comentários num texto que cita a Anita… oh, wait.“Como assim, você agora está me chamando de “sockpuppet” também? aff… Se há quem odeie a Sarkeesian é justamente pelo excesso de merdas que ela fala e que são reproduzidas incessantemente pelo jornalismo amarelo da indústria da qual muita gente já tá é de saco cheio.

      • 22 de outubro de 2014 às 14:39 -

        Gui Mendes

      • Mas é isso, não é uma evidência. Qualquer um poderia ter feito isso e mandado pra ela(até porque falta a prova da publicação também). 

        Não cara, nunca que te chamaria disso, foi só uma piada mesmo relatando esse ódio à Anita, que em qualquer sessão de comentários onde tem o nome dela, você encontraria algum tipo de ataque. Aqui mesmo se você ler todos os comentários, vai notar isso(não foi relacionando o seu, mas outro). Eu até entendo seu lado, porque você acredita que a grande mídia está moldando um esterótipo se baseando nessas noticias contra a Sarkeesian, o que também critico, mas você tem que concordar que são poucos os que não apelam para a agressão virtual quando tratam desse assunto. 

  • 22 de outubro de 2014 às 13:43 -

    Bruna

  • Feminista só faz merda mesmo…

  • 22 de outubro de 2014 às 14:43 -

    Bruno

  • Sinceramente? Eu já me envolvi demais com essa coisa do GamerGate. A coisa é mais em baixo, ambos os lados tem bons argumentos e provas tanto quanto péssimas provas e argumentos forjados. Concordo com a parte da transparência na industria, afinal ninguém quer uma panelinha formada só lançando a mesma porcaria todo ano.Eu só quero jogar. Eu não ligo pra gêneros e conheço muitas garotas que também estão pouco se importando.Eu quero uma experiência diferente da minha vida, não importa quem seja! Zoe Quinn e Anita que chorem o quanto quiser, eu já cansei.

  • 22 de outubro de 2014 às 17:42 -

    leandro leon belmont alves

  • deixa ver se entendi: tudo começou quando essa Anita fez um game, e o pessoal desceu o malho só porque o namorado conspirou contra a nota dada pelo Kotaku e isso tem a ver com o feminismo e machismo nos games…achava que essa estória estivesse resolvida ou esquecida. sinceramente, eu não sei o que essa Anita almeja. eu só me lembro dela fazendo vídeos de novidades de League of Legends…enfim, que tudo dê certo para ela. mas repito não entendi patavinas do texto e o objetivo dela

    • 22 de outubro de 2014 às 22:03 -

      Igor P.

    • Namorado da Anita (se ela tem) não tem nada a ver

      • 23 de outubro de 2014 às 12:06 -

        leandro leon belmont alves

      • ex-namorado, tanto faz

  • 22 de outubro de 2014 às 23:32 -

    Donattelo

  • O mimimi do politicamente incorreto chegou ao mundo dos games… 

  • 23 de outubro de 2014 às 03:24 -

    Onigumo

  • Acho que o incidente esta sendo supzuervalorizado, “sou” otaku e ja passei por isso, igualzinho, desta mesma forma, na epoca foi um alarde total, eu tinha (ainda tenho aliais) um amigo que entrou de cabeça na onda e que ficava aterrorizando mundo a fora os novos consumidores porque de acordo com ele era culpa destes que o nicho estava ficando ruim e que o “valor de ser otaku” estava sendo jogado fora. Bem meu comentario me custou um murro no olho ( ficou dolorido um tempao, tive medo ate de dar algum problema na vista) mas acredito que a reaçao violenta dele apenas tenha confirmado que eu estava correto, na epoca disse mais ou menos assim ( oque se aplica perfeitamente agora): ” Orgulho de ser otaku e uma bobagem imensa, ate porque inicialmente otakus sao nerds perseguidos e geralmente com vidas tristes, na epoca em que agente assistia anime e vivia usando expressoes japonesas entre nos, sempre com piadas que so nos entendiamos tudo que o resto do mundo fazia era nos olhar como se estivessimos constrangendo a nos mesmos por causa de nosso jeito de ser, agora que o numero de pessoas que curtem aumentou e ta vindo anime mais que nunca pra ca voce vira e fala que devemos ter orgulho de  ser otaku e excluir essa galera nova ,so porque o pessoal ta engatinhando agora e ajudando a definir o genero ( admito que essa parte eu ate entendia que nao era la uma coisa tao boa), logo quem, nos, os excluidos, voce ta mordendo sua lingua mais que ninguem cara, deixa disso, babaquice p%&(*¨&&”….. Gamer, otaku, galera isso nao e uma competiçao nao, muito pelo contrario, esse mundo maravilhoso que lutamos tanto para expandir e justamente um mundo que repudia esse tipo de comportamento, acho que o problema nao sao os Gamers, mas as pessoas por tras dos Gamers, quero dizer, eu escolhi ser a maior parte de quem sou, e obrigaçao nossa, tanto da velha guarda tanto quanto da nova geraçao ser humilde, caramba estamos tendo uma guerra civil no que por tanto tempo nos chamamos de paraiso, nosso mundo nunca foi tao grande, nossa comunidade nunca foi tao levada a serio, galera esse e o grande e grande truque por tras da boa convivencia, essa e a MANHA  que falta para derrotar esse final boss que chegou logo de cara nos primordios da coisa toda e que tem vindo com a gente dando buffs negativos e comendo a stamina de todos, meu conselho e que preparemos bem nossas mochilas e lembremos que o passeio e entre amigos, ate porque o desafio e a nossa sina.

    • 23 de outubro de 2014 às 09:57 -

      Gui Mendes

    • Então, acho que não podemos resumir ninguém nesse mundo por um rótulo só, ninguém é tão raso e tão pouco complexo assim, e concordo que não deve existir exclusão em nenhum meio que seja só por algo estar, ou não, fazendo sucesso.

      E sim, o problema são as pessoas(como falo no texto), isso está talhado na história da nossa “humanidade”, mas a mudança também só depende delas… Não é?

  • 23 de outubro de 2014 às 03:28 -

    Onigumo

  • Vixe galera foi mal o comentario gigante ficou quase que do tamanho do post do Gui XDDDD, me envolvi demais com a  coisa toda,na verdade pensei que a Arkade fosse ficar de fora, mil desculpas a todos da redaçao pelo mal julgamento…

  • 23 de outubro de 2014 às 08:22 -

    Renan do Prado

  • Se tudo tem uma raiz, ou um berço, é algo que me irrita extremamente hoje em dia: Críticos de internet. Não como um crítico de jogos ou cinema que faz criticas sobre esses meios, mas sim todas essas pessoas que depois de conhecer a internet e que parecem terem se afogado no fluxo de informações dela se auto-elevaram a um grau de crítico culto especialista em qualquer coisa.

    Você tem um teclado e um monitor na sua frente, e ninguém a sua volta, sendo uma pessoa desse tipo, a capacidade de produzir porcaria e levantar o escudo de “é a minha opinião, e ela é a melhor que a sua”, se fechando totalmente a tudo que não seja única e exclusivamente sua própria opinião certa ou errada.

    E não é como o cara do Gamasutra falou não, que “Gamer” se tornou uma raça amaldiçoada, mas infelizmente de uma forma geral quem frequenta a internet é que realmente é isso. Coincidentemente, gamers também usam a internet, e nesse ponto eu concordo, tá cheio de hyper-consumidores nunca satisfeitos com nada, nem com o que é bom, e nem mesmo com o que for perfeito. E a insatisfação não é simplesmente “não gosto”. É “odeio o jogo, odeio quem produziu, odeio quem joga”.

    Mas pare pra ver, em qualquer ramo de informação da internet tem hater pra encher o saco. E não deve ser difícil nem mesmo achar haters em sites de receitas culinárias.

    Sim, eu acredito que é preciso transparência na indústria, e na mídia, e acho a ideia como todo do gamergate horrível. Primeiro por tentar elevar a si própria como uma nova Watergate, não sendo uma simples referência (obrigado Metal Gear Solid por me apresentar esse escândalo e me despertar a curiosidade de pesquisar sobre!!). E porque isso? Watergate foi talvez o maior escândalo político que veio a público nos EUA, e que terminou até mesmo em renúncia do presidente Nixon. Já o Gamergate… é uma ideia principal que eu concordo, envolta numa capa preta de revolução, com seguidores que mais parecem uma versão deformada do V do V de Vingança. Se protegendo no anonimato. Porém diferente do V que queria destruir para depois gerar a construção, o objetivo é simplesmente destruir tudo e todos, com raiva e ódio propagada pela internet, com ameças de morte e tudo mais.

    A podridão na indústria infelizmente se faz mais e mais visível. Criticar, ou mesmo odiar, mas mantendo o mínimo de civilidade é algo que apoio totalmente, se tá ruim, tem que criticar e desejar melhoras sim. Agora, tem que ter base pra isso, não é “não gostei, não quero, muda porque sim”.

    Nem comento sobre a Anita poi nunca vi nenhum video dela, mas já soube das ideias que ela passa nos videos dela e bem, é melhor eu continuar sem assistir.

    • 23 de outubro de 2014 às 14:54 -

      Gui Mendes

    • É mais ou menos isso, infelizmente só a espoleta do Gamergate foi interessante, a execução… Nem tanto. Talvez a falta de organização tenha gerado esse problema, mas já vi debates interessantes sobre a própria criação do movimento ter sido encorajado por conta de sexismo também(levando em consideração que talvez se não fosse uma mulher desenvolvedora, mas sim um homem e uma jornalista, não teria gerado tamanho alvoroço, quem sabe?), aí complica tudo.

      A cultura de hoje da internet – sobre se temos opiniões alheias temos que nos digladiar – que fomentou o hater. Isso é muito chato e está escalando à níveis não mais aceitáveis, seja politicamente correto ou não.  

  • 9 de julho de 2016 às 10:00 -

    dcnauta_marvete

  • O fenômeno dos haters de internet me parece um ciclo vicioso de ação e reação. Toda ação exagerada implica numa reação radical. E a retroalimentação desse ciclo vai se aprofundando ao infinito, com risco até mesmo de violência física. E os exemplos das torcidas de futebol e das questões religiosas não me deixam mentir, porque hoje estão no nível extremo de ódio recíproco em relação a vários grupos.Nos games, já vi muito comentário ameaçador/violento dos fanboys (sonystas e caixistas dizendo que “o outro”, por gostar de outra marca, é mau caráter e merece ser fisicamente agredido). Não me surpreende que tenha reflexo em questões como o feminismo. Ninguém quer ceder. Ninguém enxerga que se pode alcançar uma maturidade gradual. É sempre na intenção de alfinetar (pra não dizer agredir) o outro. Então a escalada do ódio nunca vai parar. Uma pena.

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