Análise Arkade: Double Kick Heroes mistura ritmo, apocalipse zumbi e heavy metal

15 de agosto de 2020
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Double Kick Heroes mistura ritmo, apocalipse zumbi e heavy metal

Que tal escapar de um apocalipse zumbi curtindo uma sonzeira da hora? Esta é a premissa de Double Kick Heroes, game de ritmo diferente, desafiador e metaleiro!

Uma banda da pesada

Double Kick Heroes nos apresenta uma banda de rock que estava prestes a mandar um som… quando percebe que seu público é todo composto por zumbis sedentos por sangue (e cérebros).

Eles obviamente resolvem cair fora, mas logo percebem que o mundo está tomado por zumbis, seitas malucas, tubarões gigantes (?!), dinossauros (?!) e outros perigos, que só poderão ser derrotados graças ao poder do rock n’ roll!

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Assim, a banda se amontoa em seu estiloso Gundillac e cai na estrada, e o jogador não poderá perder a batida — em diferentes vertentes do rock e do heavy metal — se quiser escapar de todo o apocalipse maluco que assolou o mundo.

Gameplay

O gameplay de Double Kick Heroes é simples, mas bem funcional: você basicamente deve apertar os botões certos no momento certo para acompanhar o ritmo da música. Acertos se convertem em tiros — e granadas, e bombas –, que por sua vez destroem os inimigos e mantém a banda a salvo.

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Na prática é um shooter misturado com um jogo de ritmo tradicional, mas ao invés de se apoiar em faixas eletrônicas — como a grande maioria dos jogos de ritmo — o que temos aqui é um jogo totalmente pautado pelo rock e pelo metal, que passeia por diversos sub-gêneros de ambos os gêneros ao longo de sua campanha.

Ou seja, é basicamente um Guitar Hero para jogar sem a guitarrinha. Porém, o game agrega personalidade em sua história, que é bobinha, mas divertida, com diálogos divertidos e situações tragicômicas, bem como paradas onde encontramos “versões alternativas de algumas estrelas do rock, como Marilyn Manson por exemplo, que aqui é Marlene Brenson:

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Já que está aqui, aproveite e confira uma fase completa no vídeo abaixo:

Nesta fase especificamente o perigo não são os zumbis, mas isso é um dos pontos positivos do game: ele não se limita ao clichê dos zumbis, e coloca diversos tipos de criaturas (algumas bem sem noção) para nos perseguir. Mas, nenhuma delas é páreo para o poder do rock ‘n roll… desde que você tenha coordenação e rapidez nos dedos, claro.

Jogatina no Switch

Da primeira vez que analisei Double Kick Heroes, lá em 2018, ele ainda era um jogo em early access, disponível apenas para PCs. Esta semana ele enfim chegou aos consoles, e ainda que a experiência continue sendo essencialmente a mesma, há as particularidades de cada plataforma que podem agregar novas formas de se curtir o game.

Jogando no Switch, por exemplo, você pode tanto utilizar os botões quanto os sensores de movimento, desacoplando os joy cons do aparelho e “batendo” no ar com eles, mais ou menos como se estivesse tocando bateria — sempre respeitando a batida da música.

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Ainda que jogar desta maneira torne as coisas mais cansativas e complicadas — haja braço para aguentar a quantidade insana de notas nas dificuldades mais altas –, é um adendo interessante, que aproveita um recurso do Switch e tem tudo a ver com a pegada metaleira do game.

Outra novidade bacana — e esta vale para todas as plataformas — se faz presente como novos modos de jogo: além do modo Arcade e da Campanha, agora temos o modo Estrada da Fúria, que é basicamente um modo “sem fim”, com desafios diários e modificadores, e o modo Portões do Inferno, que traz faixas de bandas convidadas e até de outros jogos.

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Aqui o jogo passeia de leve por outros gêneros, e faixas como a da banda Gojira representam um desafio e tanto! Por fim, há até um modo de jogo sem zumbis ou perigos, apenas para curtir a música e praticar.

Dificuldade trüe

E já que falamos em praticar, um detalhe bacana é a preocupação do game em oferecer um bom nível de desafio, independente da sua familiaridade com jogos de ritmo. Temos nada menos que 5 níveis de dificuldade, que vão do tranquilo Rock (apenas bumbo) ao quase impossível Extremo (bumbo duplo, caixa e pratos). A diferença entre elas é enorme, e conforme você ganha confiança, pode se arriscar em níveis mais altos.

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Se você erra muito, a banda reclama

Salvo as já mencionadas participações especiais, a trilha sonora é totalmente original, composta exclusivamente para o game. Embora nem todas as músicas sejam realmente boas, os estilos e ritmos distintos criam experiências ligeiramente diferentes, e mesmo quem já tem alguma experiência com música vai se surpreender com os contratempos e suar com os bumbos duplos.

Aliás, se você tem alguma familiaridade com música vai gostar de saber que é possível acionar um metrônomo, algo que ajuda a não perdermos a batida em meio ao caos zumbi que inunda a tela — caos este que a gente mal consegue prestar a devida atenção, pois estamos sempre de olho nas notas que passam na parte inferior.

Audiovisual

Double Kick Heroes se apoia em uma pixel art estilosa e colorida, com um character design bacana e muita criatividade (ou seria maluquice?) na hora de criar os perigos que nossa banda irá enfrentar pela estrada: o que começa como um apocalipse zumbi “normal” logo descamba para a doideira com seitas, galinhas furiosas, tubarões gigantes e dinossauros que atiram laser te perseguindo!

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Entre uma fase e outra, temos cutscenes com diálogos divertidos e e irreverentes, e nos abrigos podemos ver melhor os personagens e alguns dos coadjuvantes de luxo que marcam presença no game.

Vale ressaltar que o game possui menus e legendas em português brasileiro, e o naipe dos díalogos e a ótima localização sem dúvida irá te arrancar umas boas risadas.

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Tenho bastante certeza que esses são o James Hetfield e o Danny Trejo

A trilha sonora, como já dito, passeia por diferentes vertentes do rock e do heavy metal. Se essa não é sua praia, melhor passar longe do game, pois muitas vezes a trilha sonora chega a “machucar os ouvidos” de tão pesada. Para quem curte o gênero, porém, é pra jogar com o volume no talo, “bangueando” a cabeça como se não houvesse amanhã.

Conclusão

Eu já havia gostado muito de Double Kick Heroes quando joguei-o pela primeira vez, e é um prazer ver que agora ele chega com mais conteúdo, para mais plataformas. O game traz peso e personalidade à fórmula clássica dos jogos de ritmo, e faz isso com muita competência. Seu nível de dificuldade altamente customizável permite uma experiência agradável para jogadores de diferentes níveis de habilidade, e os melhores irão sangrar pelos ouvidos na busca pela perfeição da dificuldade mais alta.

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Com irreverência e bom humor, o game é uma boa pedida para quem curte música pesada, e está cansado de ver jogos de ritmo com setlists cheias de hits do momento, batidas eletrônicas e house music.

Nada contra estes jogos — alguns são muito bons –, mas como fã do bom e velho rock ‘n roll, reconheço que usar o poder do metal para trucidar zumbis (e tubarões, e dinossauros) me soa muito mais interessante .

Double Kick Heroes foi lançado na última quinta (13 de agosto) para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch (versão analisada). O game possui menus e legendas em português brasileiro.

Uma resposta para “Análise Arkade: Double Kick Heroes mistura ritmo, apocalipse zumbi e heavy metal”

  • 15 de agosto de 2020 às 23:11 -

    Helinux

  • Vendo as imagens me fez lembrar do clássico jogo de PC: Full throttle(Lucas Arts) e do desenho The impossibles(Hanna Barbera), bons tempos!!!! valeu!!!!

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