Análise Arkade: Dragon Quest XI, um RPG moderno com mecânicas tradicionais

4 de setembro de 2018
Autor: Arkade

Análise Arkade: Dragon Quest XI, um RPG moderno com mecânicas tradicionais

Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age marca o debute desta consagrada série de RPGs na atual geração de consoles (desconsiderando spin offs e musous, tipo Dragon Quest Builders e Dragon Quest Heroes) em sua forma original: a de um legítimo JRPG!

Contextualizando

Desenvolvido e publicado pela Square Enix, Dragon Quest XI chega ao ocidente 1 ano após seu lançamento japonês, trazendo a arte de Akira Toriyama em um enredo de bem contra o mal assinado por Yuji Horii,que cuidou da história de toda a série Dragon Quest.

Ainda que outras franquias tenham feito mais sucesso no ocidente, a importância da série Dragon Quest é indiscutível: já são mais de 30 anos de história, e sem ela muitos RPGs consagrados hoje sequer existiriam, visto que muitos de seus conceitos serviram de base para vários outros games do gênero.

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A série é bastante aclamada no oriente e este mais novo capítulo dela foi muito bem recebido. Será que ele é merecedor de todo esse hype? Vamos descobrir!

A história

Dragon Quest XI se passa em Erdrea, um mundo de fantasia que é vasto e bastante rico, tendo sido criado a partir da Grande Árvore da Vida (Yggdrasil) que se situa em uma ilha flutuante.

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A trama do game tem início no pequeno vilarejo de Cobblestone, onde somos apresentados a um jovem de 16 anos que possui uma estranha marca de nascença na mão esquerda. Junto de sua melhor amiga, Gemma, ele está na idade de completar um ritual de amadurecimento que é tradição entre seu povo.

Durante este ritual, porém, ambos são atacados. No momento em que suas vidas são colocadas em risco, a marca de nascença do protagonista emite um brilho misterioso, aniquilando todos os inimigos. Quando retorna para casa (sem entender direito o que aconteceu), ele descobre que na verdade é a reencarnação de um antigo herói que já salvara o mundo no passado.

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Há uma nova horda de demônios e criaturas das trevas surgindo, e agora cabe ao rapaz empreender sua própria jornada com o intuito de aniquilar as forças das trevas que assolam o mundo. Para isso, ele precisará entender melhor seus novos poderes e fazer aliados que o ajudarão em sua missão.

Muitos vão achar essa história de bem versus mal um tanto clichê, mas o que deixa as coisas interessantes é justamente a forma como a história é contada: encontramos livros que narram a lenda do herói ancestral que derrotou o mal no passado, e com isso conseguimos pistas para desvendar o que precisamos fazer para dar seguimento à nossa própria aventura.

Exploração & Combate

O gameplay é o ponto forte de Dragon Quest XI, principalmente para os fãs de longa data da série, visto que consegue mesclar novidades com a jogabilidade clássica. Durante a exploração podemos adquirir itens, andar a cavalo e acampar para repor as energias, conversar com o grupo, fazer compras e forjar ou aprimorar armas e equipamentos.

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Enquanto exploramos o vasto mundo do game, podemos encontrar carismáticos NPCs que nos pedirão coisas (aka sidequests). Cumprir estes objetivos geralmente garante algo que poderá ser útil em sua jornada, como receitas de armas ou armaduras para forjar ou algum item único.

Na hora dos combates, o game assume um sistema por turnos dentro de uma pequena  arena. Além dos comandos normais típicos de um JRPG — como ataque, defesa, magia, itens, etc. — existe também um sistema tático de comandos que podemos utilizar para dar comandos pré-definidos aos companheiros de equipe.

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O jogador pode escolher um perfil de comportamento que mais se adequa ao estilo de combate de um personagem, e então dar comandos baseados neste perfil. Essa opção é bastante útil na hora de “upar” o grupo ou enfrentar os inimigos mais comuns existentes no mapa.

Falando em upar, o jogo também possui uma árvore de habilidades que vamos desbloqueando à medida que ganhamos pontos de experiência. Cada personagem possui habilidades únicas que lhe diferenciam dos demais em combate: há personagens que se saem melhor com magias, enquanto outros mostram seu potencial com armas brancas, e por aí vai.

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Para completar, temos também habilidades chamada Pep (Empolgado): quando o seu personagem atinge esse nível em batalha, uma aura de luz surge ao seu redor, potencializando seus ataques.

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Tipo assim

Isso também possibilita a execução de poderosos ataques conjuntos: existem diversos ataques do tipo no jogo, que mudam de acordo com os heróis envolvidos.

O mundo de Erdrea

O mundo de Erdrea é vasto e cheio de vida: existem vários tipos de biomas, planícies verdejantes, terras áridas e até áreas com neve. Obviamente isso influencia nos combates, pois há inimigos únicos de cada área.

A passagem do tempo também afeta os tipos de inimigos que poderemos encontrar: é possível avançar o tempo em acampamentos ou estalagens, e há toda uma variedade de monstros e criaturas que só podemos encontrar em períodos noturnos.

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Ao contrário de tantos outros jogos de mundo aberto que existem por aí, o mundo de Dragon Quest XI divide-se em vários segmentos, que são bastante vastos, e com muito a se explorar e descobrir.

Audiovisual

Os gráficos do de Dragon Quest XI são um primor à parte: produzido na sempre versátil Unreal Engine 4,os desenvolvedores conseguiram entregar um jogo vivo e exuberante, com belíssimos gráficos e efeitos de iluminação que concedem um charme extra ao game. A jogatina rola de forma bastante fluida, o jogo não engasga e as transições entre locais são rápidas (com breves loadings).

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A trilha sonora foi produzida por Koichi Sugiyama — que esteve à frente da série desde o primeiro jogo. Em parceria com a Orquestra sinfônica Metropolitana de Tokyo,o compositor entrega novos e grandiosos arranjos para temas clássicos da série Dragon Quest de forma esplendorosa.

Não podemos esquecer da dublagem: outro acerto do jogo. Sou fã de dublagens de games, sejam elas em português ou inglês (no caso do jogo é em inglês) e em Dragon Quest XI o time de dubladores parece que foi escolhido a dedo: além de um ótimo trabalho de lipsync (sincronia labial) as vozes entregam um trabalho fantástico de interpretação durante os diálogos, cada voz combina com seu respectivo personagem e isso só aumenta a imersão do jogo.

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Vale ressaltar que somente a versão lançada no Ocidente possui dublagem. Como nem tudo são flores, infelizmente o jogo não foi localizado para as terras tupiniquins, estando 100% em inglês. Considerando o grande volume de informações, menus e diálogos, é necessário que você tenha algum conhecimento do idioma para não se sentir perdido.

Conclusão

Dragon Quest XI é um RPG voltado para os fãs de longa data da série, mas que também tenta conquistar novos  públicos ao aliar novidades atuais — como gráficos incríveis, história e jogabilidade aprimorada — a um universo rico, cheio de belas paisagens e personagens cativantes.

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Já se passaram mais de 10 anos desde o último lançamento para consoles da saga (que foi Dragon Quest VIII), mas a espera valeu a pena: Dragon Quest XI entrega mais de 50 horas de campanha, e seu conteúdo pós-game rende outras boas horas de jogatina para aqueles que quiserem chegar até o final secreto. Um legítimo JRPG com o selo de qualidade Square Enix!

Dragon Quest XI está sendo lançado hoje (4 de setembro)para Playstation 4 e PC (via Steam). A versão Nintendo 3DS segue como exclusiva para o mercado japonês, e a versão Nintendo Switch ainda não tem data de lançamento definida.

*Colaborou com esta análise o convidado Stéphano Luiz.

2 Respostas para “Análise Arkade: Dragon Quest XI, um RPG moderno com mecânicas tradicionais”

  • 4 de setembro de 2018 às 22:48 -

    Glauco Lima

  • Bem legal ver bons jrpgs sendo lançados pra atual geração!

    Ainda nem joguei os spin offs de DQ que foram lançados antes, mas esse aí me interessou bem mais kkkk

  • 15 de outubro de 2018 às 15:47 -

    jonatan

  • Gosto de suas análises, precisa acrescentar sua nota final ao jogo, para saber o quanto você aprovou. Dragon Quest realmente é um clássico. E fico contente que tenham seguido a fórmula tradicional, diferente do que deixaram fazer na série Final Fantasy, o que na minha opinião, perdeu sua identidade.

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