Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

8 de outubro de 2016
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

Uma das mais consagradas franquias dos últimos anos está de volta: Gears of War 4 chega na próxima terça, apresentando uma nova geração de Gears para a violenta e frenética guerra! Confira nossa análise deste exclusivo imperdível!

A guerra não acabou

Gears of War 4 se passa mais de 20 anos após o final do terceiro game da série (os fatos do Judgment não contam, afinal, ele é um spin off que narra eventos anteriores à trilogia original). A guerra com os Locusts aparentemente acabou, e o que sobrou da humanidade se mantém em um estado de constante vigília e aflição, sob um comando quase ditatorial da COG.

Após uma breve introdução repleta de flashbacks que reconta um pouco da guerra, somos apresentados ao novo trio de protagonistas: JD Fenix, Del Walker e Kait Diaz. O vilarejo onde eles vivem está sem energia, e o plano deles é invadir um antigo complexo da COG para “pegar emprestado” um Forjador, equipamento capaz de manufaturar diversas coisas úteis.

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Claro que isso não será tão fácil. Por alguma razão, a primeira ministra da COG acredita que eles são traidores, e coloca um bando de robôs pacificadores na cola do grupo. Para piorar, depois que eles conseguem levar o Forjador para a vila, o local é atacado por monstros bizarros, que matam quase todo mundo e capturam a mãe de Kait.

Esses novos monstros não se parecem com os Locusts de antigamente, mas mesmo assim JD decide pedir uma ajuda para alguém mais experiente: seu pai, o famoso Marcus Fenix. Assim, o grupo parte para uma arriscada missão de resgate na qual terá que lidar não apenas com estes novos monstros, mas também com velhos conhecidos e com a artilharia pesada dos robôs da COG.

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O que temos aqui não é exatamente uma história, mas uma premissa, que deve ser melhor desenvolvida nos próximos games da série. É mais ou menos o que a Microsoft já fez com Halo 5, cuja missão é introduzir novos heróis para uma nova trilogia. O pano de fundo de uma “nova trilogia” de Gears é estabelecido com Gears 4, mas a história propriamente dita fica em segundo plano, de modo que o jogo todo é basicamente uma enorme missão de resgate.

Gameplay visceral, arsenal aprimorado

Ainda que esteja sendo produzido por um novo estúdio — o The Coalition, responsável pelo ótimo remake do primeiro game e cujo único propósito é trabalhar com a série Gears –, Gears of War 4 mantém o mesmo feeling característico da franquia que praticamente reinventou o gênero “tiro em terceira pessoa com cobertura”. A jogabilidade é extremamente familiar e permanece essencialmente a mesma, mas traz algumas boas novidades.

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Para começar, agora você pode literalmente arrancar um inimigo de uma cobertura e finalizá-lo instantaneamente na base da faquinha, em um violento ataque corpo-a-corpo. Isso é extremamente útil contra snipers e outros inimigos espertinhos que ficam “de tocaia”. Existem várias animações diferentes para este ataque, todas bem brutais.

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Se o gameplay permanece essencialmente o mesmo, o arsenal teve boas novidades. Ao lado das velhas conhecidas Lancer e Gnasher, agora temos armas como a Overkill — uma escopeta enorme que dá ois tiros de uma vez –, e o potente rifle Markza. Fora isso, ainda temos granadas de choque, e algumas armas enormes que deixam seu personagem mais lento, mas causam um estrago e tanto na carcaça dos inimigos.

Dentre as novas armas, minha favorita é o Lança-Serras, um trambolhão que dispara serras circulares que ricocheteiam pelas paredes e partem inimigos comuns ao meio como se fossem manteiga. Gravei abaixo o primeiro encontro que tive com esta belezinha e sua utilização em combate. Confira:

Estas novidades caem como uma luva no gameplay clássico da série, trazendo frescor (e muito sangue) para um game que continua extremamente bem calibrado e muito gostoso de jogar. O feedback independente dos gatilhos do Xbox One melhora ainda mais a experiência, permitindo que você “sinta” cada tiro e cada inimigo que é partido ao meio pela motosserra da Lancer.

Muitas novas ideias

Uma coisa interessante em Gears 4 é que, ainda que a história não seja necessariamente super elaborada, a campanha em si é muito variada, e está sempre trazendo algum novo elemento para dar uma variada no gameplay. O pessoal da The Coalition foi ousado e não teve medo de arriscar novas.

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Fico imaginando como foi o brainstorm da equipe criativa do game:

“Que tal uma fase de perseguição de moto, no estilo daquela fase clássica de Final Fantasy VII?”

“Boa, vamos colocar!”

Resultado:

“E que tal se os heróis pudessem controlar robôs gigantes e destruir tudo o que aparecer pela frente? Acha que isso iria ficar muito viajado?”

“Todo mundo curte robôs gigantes! Vamos colocar no game!”

Resultado:

Claro que eu não tenho como saber se rolou esse tipo de diálogo nos bastidores do game, mas acho muito legal o quanto o pessoal da The Coalition mostrou ser ousado. Como eu disse antes, mecanicamente Gears continua essencialmente igual, mas houve espaço para acrescentar ideias “malucas” que deixam a campanha do jogo muito variada e empolgante.

Ah e vale ressaltar que você pode jogar a campanha em modo coop — tanto online quanto em tela dividida. Desta vez ela comporta apenas 2 jogadores (já houve jogos da série que aceitavam 4 players na campanha), mas oferece jogatina da melhor qualidade para você curtir com um amigo, esteja ele no sofá do seu lado ou do outro lado do mundo.

Multiplayer

A campanha de Gears dura pouco mais de 8 horas, mas ainda tem muito jogo para você curtir depois disso. O jogo possui muitos modos de jogo online bem conhecidos dos fãs, com partidas para no máximo 10 jogadores (5 x 5). Ao lado de modos clássicos como King of the Hill e Team Deathmatch destaca-se o novo modo Dodgeball, que é basicamente um Team Deathmatch sem respawn, mas a cada inimigo morto, um aliado é revivido. Simples, mas interessante.

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O já clássico modo Horda também está de volta, aceitando agora esquadrões de até 5 players, que deverão montar defesas e turrets para encarar dezenas de ondas de inimigos controlados pela IA que vão ficando cada vez maiores e mais agressivas. É o modo de jogo ideal para reunir os amigos e virar a madrugada jogando.

Para quem curte customização, o multiplayer também é um prato cheio: as classes de personagens estão de volta, e você pode customizar seu arsenal e seu personagem com várias skins malucas. Conforme sobe de nível, você vai recebendo maletas que lhe rendem perks, potencializadores de experiência e bônus variados, bem como “montar” um deck com cartas que melhoram habilidades específicas. Ah, e vale lembrar que o multiplayer roda em 60fps, o que deixa a matança muito mais fluida.

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Como joguei antes do lançamento, minha experiência com o multiplayer ainda foi bastante limitada, mas já ficou claro que ele cumpre tudo o que se espera do multiplayer de Gears: oferece muitos modos de jogo, um amplo sistema de customização e recompensas que permitem uma experiência mais personalizada para cada jogador.

Audiovisual

Gears of War 4 é um jogo visualmente incrível e sabe disso. O jogo passeia por ambientes dos mais variados, e todos eles são incríveis, de cavernas cheias de pústulas inimigas estourando até florestas e mansões abandonadas, o jogo não se prende aos tons de cinza/marrom típicos dos shooters, e aposta em uma paleta de cores diversificada que só enriquece ainda mais seu visual.

Alguns exemplos abaixo:

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Os personagens continuam daquele jeito: “troncudos” e um pouco desproporcionais, mas, seguindo a linha de estabelecida de Gears of War 3, estão muito humanos e expressivos. Ainda que os novos heróis não tenham o mesmo carisma do time das antigas  (Marcus, Cole, Baird e Dom), eles possuem uma boa química e suas relações devem florescer nos futuros jogos.

A trilha sonora continua épica e grandiosa como sempre foi, e é daquelas que é tão boa que dá vontade de ouvir mesmo fora do jogo. Gears of War 4 chega totalmente dublado em português brasileiro, e ainda que a participação do Youtuber Zangado tenha dividido opiniões, ele dá voz a um personagem secundário que mal fica 20 minutos no jogo. As vozes do elenco principal em geral são boas, e a qualidade está tão boa quanto a que vimos no remake do primeiro game.

Aqui vai um vídeo onde você pode ouvir as vozes dos protagonistas:

Conclusão

Gears of War 4 é um jogo incrível. Ainda que ele seja apenas o início de uma história que (espero) deve se tornar grandiosa, ele oferece o gameplay bom de sempre, acompanhado de momentos realmente criativos. A campanha é empolgante, frenética e muito divertida, e o multiplayer oferece muito conteúdo para você continuar jogando por muito tempo, seja cooperativamente ou em PvP.

Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência

Se você é um fã de longa data da franquia, pode comprar sem medo. Se você não conhece a série, mas é fã de experiências cinematográficas e viscerais, também vai curtir. Há 10 anos, Gears reinventou os shooters em terceira pessoa, e agora, em 2016, Gears 4 mantém a qualidade que se espera de um jogo deste calibre.

Gears of War 4 será lançado nesta terça, dia 11 de outubro. O game terá versões para PC e Xbox One.

2 Respostas para “Análise Arkade: Gears of War 4 renova a guerra com muita competência”

  • 8 de outubro de 2016 às 20:53 -

    Luan Alves

  • SENSACIONAL essa análise.

  • 10 de outubro de 2016 às 08:02 -

    MKMaker

  • Mal posso esperar pra jogar no PC essa delicia!!!!! Pena que o 2, o 3 e o judgment não sairam pra pc, é o unico ex-exclusivo do xbox que eu gosto.

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