Análise Arkade – Mortal Kombat 11: Aftermath melhora o que já era incrível

28 de maio de 2020
Autor: Paulo Roberto Montanaro
Análise Arkade - Mortal Kombat 11: Aftermath melhora o que já era incrível

Desde Mortal Kombat, de 2011, que ficou conhecido extra-oficialmente como MK9, a NetherRealm traçou uma estratégia bastante sólida ao tratar a narrativa da franquia em um modo principal de história, que ia para além dos finais convencionais de jogos de luta até então. Esse formato foi aprimorado nas produções seguintes do estúdio (que incluem também os dois games da linha Injustice), como já falamos um pouco mais no nosso especial “Depois do Fim” de MK11 (que você pode conferir ou reler aqui).

Mortal Kombat 11: Aftermath, expansão lançada pouco mais de um ano depois do game original, é um novo passo na direção estabelecida pelos desenvolvedores, encabeçados pelo criador de Mortal Kombat, Ed Boon.

Mais do que uma segunda temporada com personagens extras (já que o primeiro Kombat Pack foi mais tradicional ao trazer personagens extras), agora temos atualizações gratuitas, com cenários novos e movimentos de finalização adicionais: os Stage Fatalities e os Friendships, algo que os fãs pediam desde sempre.

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Mais do que isso, o grande carro-chefe dessa nova expansão é uma extensão do Modo História, uma nova jornada que continua os eventos finais vistos na versão base do game. Vieram também três novos personagens, sendo dois deles — A rainha Shokan Sheeva e o Deus do Vento Fujin — parte inerente ao universo do jogo e o outro, um convidado especial vindo direto do cinema, como já é tradição na franquia. Sobre Robocop, bem como as demais participações especiais em MK11, falaremos na parte final desse texto.

Falemos então do tal Aftermath (algo como “consequência” ou até “rescaldo”, em traduções livres): não entraremos, claro, em spoilers pesados dessa nova trama, mas é importante destacar que o final original deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha, uma vez que deixava o cenário aberto para um novo reboot.

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Depois do que foi feito no game de 2011 e até do plot do atual com linhas temporais se cruzando, confesso que outro reinício em um inevitável MK12 me pareceria insegurança ou receio de seguir adiante, de trazer coisas realmente novas para a franquia. Sem entregar o final, digamos que Aftermath oferece possibilidades mais interessantes para o futuro da franquia.

A grande virtude dessa campanha complementar, com duração total em torno de três horas e meia, é saber aproveitar todo o conjunto de DLCs, que a princípio não estavam ligados ao universo de Mortal Kombat 11, como seus verdadeiros protagonistas. E aí é fundamental compreender que a expansão também se apropria dos personagens que estavam no Kombat Pack inicial, sobretudo Shao Kahn (que na verdade era DLC de pré-venda), Shang Tsung, Sindel e Nightwolf. A eles, se juntam os já citados Fujin e Sheeva, e todos protagonizam, cada, um novo capítulo com cinco lutas que se entrelaçam àquilo que já tínhamos visto.

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Como um todo, a expansão consegue adicionar uma sobrevida muito bem-vinda ao game, oferecendo não só personagens, cenários, finalizações e skins novos, mas também outros meios de se envolver, se importar, e até mesmo retomar a história vivida lá no lançamento do game original.

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Os personagens novos trazem uma outra camada para o gameplay (certamente, há candidatos a novos favoritos no modo on-line) e para a narrativa, e os convidados — Robocop se junta a Exterminador do Futuro (criando um dos melhores crossovers que acontece em outras mídias que não o cinema), além de Coringa e Spawn, são divertidíssimos e fazem muito bem para o game em termos de marketing e, sim, também em diversidade.

Conclusão

Questões econômicas à parte, Aftermath é uma adição fantástica a Mortal Kombat 11 e, mesmo não sendo um conteúdo narrativo de longa duração (uma noite bem aproveitada é o suficiente para ir do começo ao fim), traz consigo um pacote bastante robusto, inovador para games do gênero e, para fãs de longa data, um grande deleite de referências (inclusive ao filme de 1995), com uma conclusão digna e bastante promissora para o que vem pela frente.

Análise Arkade - Mortal Kombat 11: Aftermath melhora o que já era incrível

Somado a um gameplay afiadíssimo, visual espetacular e tudo o que já tínhamos elogiado na versão base em nossa análise, Mortal Kombat 11: Aftermath, se encarado como pacote completo, já pode ser considerado um dos melhores (senão o melhor) game da franquia já feito. E para uma marca de quase 30 anos de carreira, isso é algo impressionante.

Disponível para Playstation 4, XBox One, PC e Nintendo Switch, a DLC Aftermath foi lançada essa semana, e mantém a ótima localização para o português brasileiro, salvo um ou outro probleminha de sincronia labial que, bem, não faz muita diferença. Para os fãs, um conteúdo obrigatório.

Uma resposta para “Análise Arkade – Mortal Kombat 11: Aftermath melhora o que já era incrível”

  • 28 de maio de 2020 às 22:50 -

    !!!!Helinux!!!!

  • Robocopzão na área MK!!!! Na minha opinião Mk já superou determinados jogos de luta a muito tempo, acredito!!!! O filme de MK foi o que teve melhor adaptação…já que, era um filme em que tinha o objetivo de atrair crianças e adultos, então…pouco sangue, nada de fatalities e coisas da época!!!! Hoje em dia tudo está permitido em termos de limite…Idiotas dizem que jogos violentos ifluenciam pessoas a serem violentas, parece piada isso o que dizem!!!! O mundo é violento, nem no Caos Corona a bandidagem dá trégua e a corrupção na tv não para, e…depois colocam a culpa em jogos violentos!!!! Muito boa a análise MK destruction!!!! valeu galera!!!!

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