Análise Arkade – A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

13 de maio de 2019
Autor: Junior Candido

Análise Arkade - A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

Os videogames, mais do que nunca, servem para contar boas histórias. E, com o passar do tempo, a evolução nos games permite que ótimos games que focam na narrativa sejam lançados. Assim, da mesma forma que no passado, os games da Lucas Arts traziam histórias bem interessantes, hoje temos uma boa novidade, desenvolvida pela Asobo Studio.

A Plague Tale: Innocence traz a história de Amicia e Hugo. Dois irmãos da nobreza do Reino da França, em plena Idade Média. O game vive a época da Guerra dos Cem Anos, e a era da Peste Negra, o que justifica, e muito, os elementos de enredo no game. Os irmãos precisam, através de uso de magia, inteligência e cautela, passar por inúmeros desafios.

Basicamente, o game, publicado pela Focus Interactive, é um game de puzzles em um sistema linear. Mas, conta com muitos elementos que tem tudo para agradar, em cheio, os fãs de um game com uma boa história. Além de oferecer interessantes desafios para quem gosta de fritar o cérebro com puzzles.

O início de uma grande jornada

Análise Arkade - A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

No controle de Amicia, e, vez ou outra, de Hugo, a jornada de A Plague Tale: Innocence, traz uma proposta diferente de gameplay. Apesar de emprestar a estrutura de jornada do atual God of War, com cenários a serem explorados, mas com avanço linear, temos o controle sobre uma adolescente, e uma criança.

Isso significa uma coisa: nada de confronto direto com os inimigos. Amicia precisa usar de astúcia e inteligência para atravessar os obstáculos. No início do jogo, ela conta apenas com uma funda, e a possibilidade de usar pedras para atingir inimigos. Com o passar do jogo, ela vai aprendendo algumas magias, que se mostram úteis para várias situações.

A roleta de opções vai aumentando, e com ela, as possibilidades. Na segunda metade do game, por exemplo, já é possível, escolher uma segunda alternativa para atravessar um espaço rodeado por inimigos, por exemplo. Amicia pode adquirir itens pelo cenário, úteis para construir as pedras especiais com magias, ou mesmo atualizar seus equipamentos.

Tudo, claro, dentro das limitações da personagem. Limitações estas que dão uma boa diferenciada no gameplay. Já estamos mais do que acostumados com personagens fortes, que dão conta do recado e quebram tudo e todos. Em A Plague Tale: Innocence, você terá, praticamente, apenas uma chance de surpreender. Seja descoberta e, apesar de uma oportunidade para fugir e se esconder, a morte é quase que certa.

Controle de pragas

Análise Arkade - A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

Um elemento importante, no enredo e no gameplay, são os ratos. Responsáveis por levar o caos aos locais, é preciso, pouco a pouco, aprender a lidar com eles, a fim de sobreviver no game. Basicamente, os ratos atacam em bando, e devoram o que veem pela frente. Mas não chegam perto da luz. Assim, você terá que usar o fogo, a fonte de luz da época, de maneira a manipular o ambiente a seu favor.

Para surpreender um inimigo, apague a tocha e faça-o virar alimento dos ratos. Para evitar ser a próxima refeição, dê um jeito de acender o máximo de luz possível. Eventualmente, assim como a funda de Amicia, os ratos e sua maneira de lidar com eles evoluem, deixando o game interessante.

Apesar de contar com o mesmo gameplay por toda sua duração, o jogo toma cuidados para não ser repetitivo. A evolução de personagens e gameplay durante a jornada garante, dentro das possibilidades da proposta do game, uma certa variedade. Não é a mesma liberdade de outros games disponíveis atualmente, mas mostra que houve interesse em não manter o jogador preso em uma jornada repetitiva e maçante.

Análise Arkade - A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

Há também extras a serem explorados nos cenários, como presentes para os amigos, locais extras para ampliar o contexto de história do game, e itens especiais. E, para quem quer um desafio ainda maior, o jogo permite que você o jogue sem nenhuma indicação, deixando-o praticamente sozinho para pensar nas soluções dos problemas.

Vocês não estarão sozinhos

Durante o game, amigos aparecerão, e cada um com suas habilidades únicas. Destrancar portas, derrubar inimigos específicos e criar novas magias são algumas das coisas as quais os amigos poderão te oferecer. O que é bem útil, uma vez que, um dos grandes problemas do game, é, de fato, o confronto direto.

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Como Amicia é uma adolescente, e Hugo uma criança, o game não levou, de maneira óbvia, elementos de combate no gameplay. Mas, infelizmente, nos poucos momentos o qual o confronto é direto, o game peca de maneira terrível. O confronto é problemático, limitado (da maneira ruim, desta vez), e frustrante. Como a luta exige certa urgência no raciocínio, o gameplay não acompanha este ritmo.

Você precisa criar as pedras elementares, além de obter mais pelo cenário. Talvez, um QTE seria mais bem-vindo por aqui. Uma vez que estes confrontos são muito poucos dentro de todo o game, e dariam um tom de dramaticidade melhor para a história. Mas, para não ser injusto, o confronto final é excelente!  Com as limitações e tudo, a impressão que temos é que a equipe se esforçou muito para o confronto final, que de fato, é superior a todos os demais.

Abaixo temos um momento bem intenso de gameplay, uma perseguição que rola em um vilarejo pra lá de hostil. Não tem spoilers pesados quanto a trama, mas dependendo da sua sensibilidade com spoiler, não assista se achar melhor assim:

Um outro problema também aparece em relação aos pontos de controle. Como se trata de um game de puzzles, o “tentativa e erro” é constante por aqui. E, uma vez fracassando, você volta no ponto de controle. O problema é que, às vezes, o jogo te devolve antes de alguma evolução na sua funda, o que vai exigir que você faça todo o processo de novo, antes de ir para a nova tentativa.

Uma bela visita ao Reino da França

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A Plague Tale: Innocence, também é um convite para apreciar belos cenários. Os castelos, florestas, bosques, vilarejos, campos de batalha e tudo o que mais envolve a Idade Média estão representados de maneira muito positiva. Não são raras as vezes as quais você irá parar para curtir a vista. Mas, claro, em um ritmo bem menor, uma vez que o contexto do game te leva mais perto do drama.

Amicia e Hugo precisam se unir, sozinhos no mundo, em um ambiente no qual os dois são perseguidos constantemente, pela Inquisição. A história não é a décima maravilha em enredos. E você terá vários momentos “sabia que isso iria acontecer”. Mas o foco não é no decorrer da história geral, e sim, na evolução dos protagonistas.

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Situações que os separam e os unem acontecem, eventualmente. A evolução do pequeno Hugo é bem interessante de se ver, enquanto Amicia vai, por obrigação do destino, amadurecendo e se fortalecendo, sempre pensando em proteger o pequeno irmão. Há uma dose forte de emoção no desenrolar da jornada. Sempre representada por Amicia levando seu irmãozinho de mãos dadas pelo cenário. Ou mesmo levando-o nos ombros, quando ele se sente cansado.

Os amigos também somam positivamente à jornada. Como são adolescentes, o teor é diferente, de uma jornada a qual estamos acostumados, com Lara Croft, Kratos, Solid Snake ou qualquer outro personagem apto ao combate. Por isso, há sentimentos que florescem e são lidados com precaução, sentimento de impotência. E uma determinação inocente, muito útil para encorajá-los a seguir em frente.

Uma ótima opção em puzzles e histórias

Para quem gosta de um game com bons puzzles, e também com boa história, encontrará ambos os elementos em A Plague Tale: Innocence. O game não é perfeito, e conta com alguns poucos problemas, que irritam em certos momentos. Mas a palavra certa para o game é: honestidade. Tudo o que o game propõe é bem executado.

Análise Arkade - A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!

A história é interessante, os personagens são bem construídos, os cenários são belos e os puzzles, balanceados. Não são impossíveis de serem concluídos, mas não são fáceis em exagero. Somando a tudo isso, belos cenários compõem o pacote. Andar por castelos abandonados, bosques de contos de fadas, ou mesmo em um campo de batalha cheio de mortos espalhados, são experiências únicas.

A Plague Tale: Innocence se apresenta como uma grata surpresa em 2019. Chega sem o mesmo hype de outras produções, mas se garante para conquistar jogadores que gostam deste gênero. Que, através de fóruns, conversas e discussões, irão, eventualmente, experimentar o game.

A Plague Tale: Innocence chega amanhã (14) com versões para Playstation 4, Xbox One, e PC.

3 Respostas para “Análise Arkade – A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa para 2019, com seu mar de ratos!”

  • 13 de maio de 2019 às 21:34 -

    Helinux

  • Muito bom o enredo!!!! Bela a Arte e bela as imagens!!!! Fico na expectativa!!!! valeu

  • 13 de maio de 2019 às 21:39 -

    Alexo Mello

  • Lindo trailer!

  • 16 de maio de 2019 às 18:10 -

    Felipe Leandro

  • Que jogo amigos!!! formidavel.

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