Análise Arkade: Rogue Aces traz intensas batalhas aéreas procedurais

19 de abril de 2018
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Rogue Aces traz intensas batalhas aéreas procedurais

Que tal se envolver em tiroteios aéreos frenéticos em clima de Segunda Guerra? Este é Rogue Aces, um shmup diferente e desafiador com elementos de roguelike que o tornam imprevisível e viciante.

Dogfight procedural

Você já ouviu o termo Dogfight? Embora soe estranho, Dogfight é o termo que designa batalhas de aviões “em que a aproximação é efetiva”. Ou seja, é basicamente uma briga “corpo-a-corpo” entre aviões: sem mísseis teleguiados e outras tecnologias “facilitadoras”, esse tipo de combate demanda perícia absoluta dos pilotos, pois rende perseguições intensas, cheias de manobras mirabolantes.

Em Rogue Aces, você é um desses pilotos, e sua missão é cumprir as ordens de seu comandante — que geralmente envolvem explodir coisas, derrubar aviões inimigos e tomar controle de bases inimigas. No modo Campanha tradicional, você tem 3 vidas — ou melhor, 3 aviões — à sua disposição, e deve ir cumprindo objetivos variados para diminuir a presença das tropas inimigas.

Análise Arkade: Rogue Aces traz intensas batalhas aéreas procedurais

As missões que recebemos são aleatórias, e o mapa vai se expandindo de forma procedural, o que torna o game praticamente infinito… ou melhor, vai até onde você conseguir chegar. Entre uma missão e outra, você deve voltar à sua base para consertar seu avião e botar combustível no tanque, mas conforme os objetivos vão ficando mais e mais distantes, compensa “limpar” bases inimigas para tomar posse delas, tornando-as filiais da sua base.

Confira abaixo um pouco de gameplay:

Conforme você manda bem neste tipo de campanha, vai liberando outros modos de jogo. Um dos mais interessantes nos coloca em um “tabuleiro” repleto de ilhas, que devem ser conquistadas, uma de cada vez. Neste modo de jogo, você só tem uma vida, mas mantém suas ilhas previamente conquistadas sempre que começa uma nova partida.

Gameplay variado

Rogue Aces se comporta como um shmup multidirecional bem tradicional na maior parte do tempo: você tem total controle do seu avião, com botões designados para rajadas de metralhadora e mísseis.

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Até aí, tudo bem. É nos detalhes, porém, que o game ganha profundidade: como já dito, você precisa retornar à base se não quiser ficar sem gasolina. Além disso, seu avião pode sofrer avarias em diferentes partes (asas, motor, traseira), e o estrago em cada uma delas afeta a aeronave de diferentes maneiras.

E não para por aí: você pode até ter 3 aviões à sua disposição, mas só poderá usá-los se ejetar o seu piloto a tempo em caso de explosão/queda — caso contrário, é Game Over na hora. E, embora haja um “atalho” que facilita a aterrissagem, controlar o torque e o giro do motor também é possível, e saber controlar isso ajuda a executar quedas livres e manobras mais arriscadas.

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Ou seja, ainda que em uma primeira olhada este seja um shmup bem comum, seu gameplay é relativamente mais complexo do que a média, mas de um jeito que não o torna só “mais difícil”, mas também desafiador e imersivo.

Depois que se habituar aos controles, você estará dando rasantes para bombardear trens inimigos e realizando loopings e piruetas insanas para escapar de perseguições… tudo isso com o sangue frio e a perícia de um exímio piloto de combate.

Procedural = sem fim?

Olha, falando bem honestamente, eu não terminei Rogue Aces, então não sei dizer se ele tem final ou não. Porém, na minha opinião ele se encaixa naquela categoria de jogos que a gente aproveita sem o compromisso de “zerar”, mas de ir o mais longe que puder, um pouquinho de cada vez.

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O lado procedural dele conseguem manter as partidas interessantes e variadas, evitando que o jogo caia na mesmice e se torne monótono. O fato de termos poucas vidas ainda faz de Rogue Aces um jogo ótimo para “aquela partidinha rápida”, quando tempos pouco tempo para jogar antes de sair.

Audiovisual

Se tivesse que descrever Rogue Aces em um frase, eu diria que ele lembra os tempos áureos dos fliperamas. A pixel art do game é muito detalhada, com aeronaves bem modeladas e efeitos de lens flare que dão um ar cinematográfico — mesmo para um jogo 2D.

Ainda que tenha uma vibe um tanto cartunesca, os aviões, tanques e estruturas bélicas em geral parecem recriações bem preocupadas em emular o visual real dos veículos. O som dos motores, tiros e explosões também pende mais para o realismo, aumentando a imersão que o calor do combate proporciona.

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No mais, o game traz uma trilha sonora rockeira cheia de riffs grudentos, com algumas poucas frases dubladas em tom empolgado que fortalecem essa ideia de que o que que temos aqui é um refugo dos anos 90. Não houve localização para o nosso idioma, mas não há realmente uma história se desenvolvendo, então isso não incomoda tanto.

Conclusão

Rogue Aces é uma variação deveras interessante do “shooter de navinha”, que oferece batalhas aéreas bem intensas, e um gameplay que agrega diversos elementos para criar uma experiência ainda mais desafiadora.

Se o estilo roguelike geralmente desvaloriza o level design “de verdade”, para este tipo de jogo ele funciona muito bem, pois entrega infinitas possibilidades, podendo agradar tanto quem busca partidas rápidas quanto quem está realmente a fim de se internar no game para se tornar o melhor piloto.

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Se fosse um jogo de arcade, Rogue Aces seria um legítimo “papa-fichas”, daqueles de deixar a gente com sangue no olho. Mas, como estamos jogando em casa, você tem fichas infinitas para jogar quantas vezes quiser.

Rogue Aces foi lançado em 12 de abril, com versões para PS4, PS Vita e Nintendo Switch. O game possui cross-play/cross-buy nas plataformas da Sony.

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