Análise Arkade: The Hong Kong Massacre traz uma história de vingança regada a muito tiro

23 de fevereiro de 2019
Autor: Felipe Machado

Análise Arkade: The Hong Kong Massacre traz uma história de vingança regada a muito tiro

The Hong Kong Massacre, foi desenvolvido pelo estúdio Vreski e é um jogo com uma história clichê, com jogabilidade frenética, muitos inimigos, muito sangue, e uma bela forma de enlouquecer! Para compreender melhor o que eu estou dizendo, chega mais que a análise de The Hong Kong Massacre começa agora!

Tiroteio violento

The Hong Kong Massacre tem uma história bem clichê: controlamos um ex-detetive que teve seu companheiro assassinado pela máfia chinesa e seu objetivo é basicamente matar todos que estão no caminho para ir atrás do responsável, e então vingar seu antigo parceiro.

Análise Arkade: The Hong Kong Massacre traz uma história de vingança regada a muito tiro

O gameplay de The Hong Kong Massacre é bastante frenético, por isso é preciso tomar cuidado e saber o momento certo de usar os poucos movimentos que o jogo dispõe. Além de andar e atirar, temos o Dive (mergulho), nada mais do que de se jogar para evitar os disparos inimigos, e o slow motion que deixa o tempo mais lento, sendo mais fácil ver o caminho das balas, facilitando a esquiva e a mira para acertar os oponentes… tudo bastante familiar para quem já jogou Max Payne, não por acaso, outro jogo em que temos um ex-detetive buscando vingança.

Segue um gameplay meu em uma das fases, na qual utilizo muito do recurso slow motion (o vídeo capturado pelo PS4 sempre fica sem som, não entendi porque, deve ser algum bug):

Deu para ter uma noção de como o jogo funciona, certo? Bom, ele é basicamente inteiro assim, cada fase tem uma certa quantidade de inimigos que você precisa matar, utilizando suas armas e pegando a dos inimigos quando a munição acaba.

As boss fights mudam pouca coisa desta fórmula: a tela fica meio que dividida em 2, em um lado fica você e no outro o chefão, aí só é preciso atirar nele até que sua barra de vida acabe, mas claro que nesse meio tempo ele estará atirando furiosamente em você, e podem aparecer inimigos para atrapalhar sua troca de tiros.

Desafios

O jogo contém um total de 30 fases e 5 chefões. Cada fase possui 3 desafios, que são: finalizar a fase em menos de um certo tempo (cada fase possui um tempo diferente), completar o nível sem usar o slow motion, e o mais difícil, finalizar a fase sem errar nenhum tiro. Esses desafios não precisam ser feitos em uma única tentativa, é possível coletar um de cada vez, até porque o jogo é extremamente rápido, então eliminar todos os inimigos sem errar tiro não utilizando o slow motion é bem complicado, principalmente se você estiver jogando no console (como eu).

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Essa foi uma tentativa de terminar sem slow motion, apenas 99 tentativas ‘-‘

O jogo em si é bem desafiador: eu levei mais tempo do que imaginava para conseguir finalizar a campanha, até acostumar com os movimentos levou um tempinho. Outro grande problema é que para seu personagem morrer basta 1 tiro, assim como os inimigos; isso exige muita cautela por parte do jogador.

Esses desafios lhe dão estrelas que servem para comprar outras armas e evoluí-las, aumentando a capacidade de munição, a velocidade de movimento ao andar com a arma, a cadência de tiro, e por aí vai. Cada arma possui diferentes propriedades: a shotgun, por exemplo, é uma ótima arma para matar mais de 1 inimigo com apenas 1 tiro, enquanto a SMG é ótima por ter uma alta velocidade de recarregamento, então selecione a que mais lhe agrada e senta o dedo!

Análise Arkade: The Hong Kong Massacre traz uma história de vingança regada a muito tiro

Infelizmente são apenas 4 armas

A parte mais desafiadora para os jogadores de console é a mira: em vários momentos aconteceu de ela dar um “flick” enquanto eu jogava, o que incomoda monstruosamente! Pense que você está mirando em um inimigo que está a sua frente, em seguida aparece outro inimigo um pouco mais ao lado, aí bate aquele leve desespero e você mexe o analógio um pouco mais brusco do que o normal, é nessa hora que sua mira vira completamente para o lado que não tem ninguém, e o resto você já consegue imaginar…

Audiovisual e jogabilidade

The Hong Kong Massacre possui uma boa aparência gráfica, a sensação de acertar um tiro no inimigo é extremamente boa, a forma com que o sangue explode quando um tiro acerta o corpo dos inimigos e como o próprio presunto cai é bem legal. As vezes rolam uns bugs em que o cadáver parece estar sofrendo de um ataque epilético, mas isso não atrapalha em nada a jogatina.

A pegada violenta do jogo e a visão por cima lembram muito Hotline Miami, eu tenho certeza de que se você já jogou esse game, irá relacionar na hora! A trilha sonora deixa o jogo mais empolgante, as músicas combinam com a temática de tiroteio e fazem você querer ir pra cima dos inimigos sem piedade.

Análise Arkade: The Hong Kong Massacre traz uma história de vingança regada a muito tiro

Conclusão

The Hong Kong Massacre é divertido, mas depois do primeiro boss já começa a dar uma leve enjoada simplesmente porque ele apenas repete sua fórmula, o que torna-o muito repetitivo e em alguns momentos chega a ser irritante — principalmente quando ocorrem os flicks na mira, ou quando os comandos parecem não responder, você aperta o botão de esquiva e ele não executa a ação, aí vem o tiro e já era…

Repetir incontáveis vezes uma fase é mais corriqueiro do que você imagina neste jogo, especialmente para os mais ansiosos: a vontade de querer passar rápido atrapalha demais, cansei de morrer de novo e de novo em algumas fases simplesmente porque fiquei p*to e tentei passar correndo pela fase (dica: não é uma boa ideia).

A ideia de misturar Max Payne com Hotline Miami tem seu valor, mas a falta de criatividade na execução é sentida. Jogue por 15 minutos e você terá visto tudo o que o game tem a oferecer. Dali para frente, é só repetição e reaproveitamento de ideias, sendo a dificuldade o que mais muda.

The Hong Kong Massacre foi lançado para as plataformas PS4 e PC no dia 22 de janeiro. O game está apenas em Inglês.

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