Análise Arkade: Uncharted: The Lost Legacy mostra que a série ainda tem muito fôlego

28 de agosto de 2017
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: Uncharted: The Lost Legacy mostra que a série ainda tem muito fôlego

Mal faz um ano que Nathan Drake se aposentou e já temos um novo Uncharted nas prateleiras: Uncharted: The Lost Legacy traz uma velha conhecida dos fãs para protagonizar uma grande aventura na Índia, vem ver a nossa análise!

Girl Power

Uncharted: The Lost Legacy respeita a aposentadoria de Nathan Drake, Victor Sullivan e Elena Fisher. Isso não quer dizer que o que temos aqui são heróis desconhecidos: a protagonista da vez é Chloe Frazer, caçadora de tesouros que foi meio que o affair de Drake no excelente Uncharted 2. E ela não está sozinha, pois chega acompanhada de Nadine Ross, a mulata boa de briga que surrou os irmãos Drake em Uncharted 4.

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A parceria um tanto improvável tem explicação: Nadine e Chloe unem forças para encontrar a Presa de Ganesha, artefato místico que supostamente está escondido em uma cidade perdida nos confins da Índia. Como de praxe, há um sujeito malvado que também está atrás do artefato, e não terá escrúpulos na hora de explodir ruínas ancestrais e caçar impiedosamente nossas aventureiras para se dar bem.

Uncharted: The Lost Legacy é um jogo um pouco menor, que tem uma história mais focada, mas no geral entrega uma experiência bastante similar à série principal — o que, convenhamos, é um baita elogio, dada a qualidade ímpar de toda a saga. Sua trama não roda o mundo como nos jogos principais: o jogo se passa todo na Índia e a campanha pode durar de 7 a 10 horas, de acordo com o tempo e determinação com que você explora e coleta tesouros.

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Sejamos sinceros: a gente meio que já sabe o que esperar de Uncharted. A história é relativamente previsível, o vilão é canastrão, há boas doses de humor, cenas de ação épicas, muitos environmental puzzles, belas paisagens e tiroteios frenéticos, com uma pitada de stealth aqui e ali. Tudo isso está presente neste novo jogo, em um formato um pouco mais compacto, mas nem por isso menos interessante.

Agora com mundo aberto (+ ou-)

Por ter nascido como um DLC de Uncharted 4 que acabou se tornando um lançamento stand alone, o gameplay de Uncharted: The Lost Legacy é essencialmente igual ao da última aventura de Drake. Até mesmo as novidades de Uncharted 4 marcam presença aqui — como escorregar em ladeiras de lama, usar um grappling hook e pilotar um jipe por aí.

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O jipe aliás, acompanha a maior novidade deste spin off: pela primeira vez na série, a campanha deixa de ser totalmente linear, e entrega um trecho de mundo aberto. Não vá pensando que temos algo digno de um GTA V ou The Witcher 3, o que temos aqui é tipo a Madagascar de Uncharted 4, com a diferença que há mais o que fazer aqui, com templos, ruínas, puzzles e inimigos rondando pontos de interesse.

O pequeno mundo aberto de Uncharted: The Lost Legacy oferece 3 ou 4 objetivos principais um punhado de objetivos secundários — coletar alguns medalhões. Você não é obrigado a pegar estes medalhões, mas considerando que a campanha em si é mais curta, é recomendável que você faça isso… até porque, caso você seja um colecionador ávido, pegar todos você desbloqueia um recurso que vai te ajudar a localizar tesouros e tranqueiras espalhados pelo resto do jogo.

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O mapa do mundo aberto de Uncharted: The Lost Legacy.

Confira abaixo 15 minutos de gameplay mostrando exploração, escaladas, combates, tiroteios e um tiquinho de puzzle:

Se você já jogou qualquer Uncharted antes desse — especialmente o 4 — reconheceu muito do que mostramos aí em cima, né? Pois é, como já dito, este spin off não é nada ousado em termos de gameplay: temos novas protagonistas (já conhecidas) e uma nova história (meio que manjada), mas no geral, é “o bom e velho Uncharted” que a gente já conhece e gosta.

Vale ressaltar que o game ainda traz “de brinde” todo o multiplayer de Uncharted 4 — mesmo que você não tenha o jogo anterior — e um Modo Sobrevivência, que é basicamente um Modo Horda cooperativo, que passeia por diversas áreas e pode oferecer dezenas de horas de muita ação.

Audiovisual

Aqui não tem nem o que dizer: Naughty Dog é sinônimo de capricho, e aqui temos um jogo que não deve nada para a série principal. Muito pelo contrário, o ambiente exótico da Índia oferece algumas das locações mais belas da série, com paisagens exuberantes, estátuas incríveis e templos surreais.

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O visual do jogo é deslumbrante.

Como grande fã de recursos fotográficos, ressalto que Uncharted: The Lost Legacy tem um dos melhores Photo Modes dos últimos tempos. Além de fazer o básico — rotacionar a câmera, adicionar filtros, etc. — o game também permite que mudemos a expressão facial de Chloe, o que resulta em imagens bem… pitorescas.

Confira algumas das minhas “fotos” abaixo, com algumas das mudanças de rosto da Chloe inseridas no meio em prol da hueragem:

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Com o Photo mode, podemos fazer Chloe fazer caretas…

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Mandar beijinho…

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E até dar uma piscadela marota! ;)

Das dublagens à trilha sonora, o game entrega o padrão Naughty Dog de qualidade, tudo incrível e cinematográfico. A Sony novamente faz um ótimo trabalho de localização, trazendo o game 100% em português brasileiro — com opção de dublagens e/ou legendas. Este é mais um daqueles jogos que aproveita ao máximo o potencial do PS4 para entregar uma experiência deslumbrante.

Conclusão

Uncharted: The Lost Legacy tinha a difícil missão de provar que a série pode sobreviver sem Nathan Drake, e acredito que faz isso muito bem. A química entre as meninas é um pouco diferente da que rola entre Drake e Sully, mas funciona bem, e prova que as duas — Chloe principalmente — consegue levar o jogo nas costas sem depender de homem nenhum.

Não se pode negar que Uncharted: The Lost Legacy é meio que mais do mesmo: quase tudo o que a gente faz aqui, já fez antes. Porém, por mais que siga uma receitinha já conhecida, a Naughty Dog sabe fazer isso de forma empolgante e cinematográfica. O fato deste jogo ser menor é até um ponto positivo, pois ele elimina as gorduras e mantém só o que interessa.

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Difícil saber se este jogo representa o fim da franquia ou um novo começo, mas de qualquer modo, é um game excelente, que não reinventa a roda, mas traz ação e aventura de primeira. Seja você um fã que acompanha a série desde a geração passada ou um novato que “pegou o bonde andando” na geração atual, Uncharted sempre é garantia de beleza, diversão e fortes emoções.

Uncharted: The Lost Legacy foi lançado em 22 de agosto, exclusivamente para o Playstation 4.

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