Das Cruzadas à Revolução Francesa, conheça melhor a grandiosa franquia Assassin’s Creed

15 de novembro de 2014
Autor: Rachel Magro

Das Cruzadas à Revolução Francesa, conheça melhor a grandiosa franquia Assassin's Creed

E foram lançados mais dois Assassin’s Creed essa semana; Unity para PS4 , Xbox One e PC e Rogue para a antiga geração. Apesar da série dividir opiniões (uns querem mais, outros acham que a série merece um tempinho), é fato que esta grande série desperta o interesse de muita gente por ser praticamente uma aula de história (só que mais legal). Se você está se preparando para embarcar nos novos games, se liga no resumão que preparamos para você!

Tudo começou em 2007 com Desmond Miles, sujeito que definitivamente possui os melhores ancestrais já vistos. Graças a sua descendência, ele foi sequestrado pela Abstergo, que vasculhou o seu DNA para encontrar os ancestrais que tiveram contato em suas andanças com um artefato super valioso, a Maça do Éden. E é assim que conhecemos o primeiro assassino da franquia: Altaïr Ibn-La’Ahad.

Ele não é lá muito simpático, luta pela honra, código esse que era a máxima na Idade Média, mas impossível não se envolver com a narrativa. Controlando tanto Desmond quanto Altair, o jogador enfrentará os Templários passando por Acre, Damasco e Jerusalém.

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O conflito entre assassinos e templários, o período histórico e o enredo permitiram que, mesmo com falhas evidentes, o game fizesse sucesso o bastante para garantir um segundo título. E ele veio.

Aos que aguardaram uma continuação a espera valeu a pena. Assassin’s Creed II, lançado em 2009, trouxe diversas melhorias na jogabilidade e algumas funções que se tornariam a marca registrada da franquia (quem nunca quis se jogar do ponto mais alto da cidade em um monte de feno e sair ileso?).

O segundo jogo ainda é centralizado em Desmond que foge da Abstergo com Lucy Stillman, que trabalha para os assassinos, e eles vivem altas aventuras  tentam evitar que os templários encontrem a Maça do Éden. Utilizando a Animus 2.0, conhecemos outro antepassado de Desmond, o jovem Ezio Auditore da Firenze.

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Ezio você irá literalmente conhecer desde o berço. Particularmente acho que esse personagem é o mais envolvente, afinal, além de conhecer sua história toda, jogamos com um jovem divertido, impulsivo e bonitão (confessa), que vai amadurecendo e descobrindo que sua família tinha uma ligação jamais imaginada.

Ezio, diferente de Altair, luta por vingança e se envolve nessa guerra com os templários, evitando também que eles acessem a Maça do Éden. As lutas e os amores de Ezio são vividos na Itália Renascentista, então belos cenários não faltam, além de contar com a participação de personalidades importantes na história como Leonardo Da Vinci e Machiavelli.

Assassin’s Creed II foi considerado por muitos o melhor jogo da franquia (inclusive essa que voz escreve), por ser completo: trama, recursos, personagem e paisagem. Ezio rendeu tanto que foi o protagonista dos 2 próximos jogos da série: Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations.

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Brotherhood é aquele jogo das dúvidas: ele levanta muitas questões que serão respondidas apenas no próximo título. Ezio, dessa vez já não é aquele jovem impetuoso, ele começa a viver e entender as responsabilidades de suas escolhas. Brotherhood mostrao amadurecimento de Ezio, que reconstrói a irmandade como mestre assassino.

O cenário da vez é Roma, e seus olhos novamente serão inundados com belas imagens. No tempo atual, Desmond ainda briga com Abstergo, e a ligação Altair, Ezio e Desmond ganha maior complexidade. E eis que o final de Brotherhood nos leva ao próximo capítulo: Revelations.

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Assassin’s Creed Revelations é o último que conta com a participação de Ezio, sendo considerado por muitos o ápice da saga, já que explica diversas questões e encerra um ciclo. Nesse jogo Ezio já está mais coroa e parte para a cidade de Masyaf.

Ciente de seu real papel na irmandade, ele busca desvendar os segredos do maior assassino que já existiu: Altair. Na outra ponta da história temos Desmond preso dentro da Animus. A jogabilidade não muda muito, mas inseriram um mini-game de tower defense no meio da história que é até bacana, mas quebra o ritmo da história.

O jogo finaliza a história de Ezio e Altair (sim, você joga com ele um pouco aqui), e ainda serve de ponto final para as aventuras de Desmond “no presente”, ainda que ele e seus genes continuem sendo bem importantes para os próximos jogos.

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Depois de tantas aventuras na Europa, a franquia parte para a América do Norte em Assassin’s Creed III. Lançado em 2012, o game conta novamente a história da velha briga entre os assassinos e o templários, mas o cenário é completamente diferente, assim como a narrativa, que mostra a vida de Connor, um mestiço dos índios mohawk e ingleses durante a Revolução Norte Americana, período bem emblemático em que viveram personalidades como Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.

Desmond ainda aparece aqui (falei que ele tem muitos descendentes interessantes) e temos um final meio #SQN da história dele. Assassin’s Creed III é bacana, mas meio arrastado, como no começo, quando você joga com Connor criança (até esconde-esconde rola) e demora um pouco para acontecer a “aventura”.

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Isso para não mencionar uma passagem #fail de Desmond pelo Brasil (a Ubisoft se desculpou por isso), mas não deixa de ser um jogo único e com as características da franquia, mas ao invés de escalar prédios, você escala árvores, mata ursos e até veleja em grandes navios de guerra, algo que foi tão bem recebido que se tornou o cerne do próximo jogo!

Eis que em 2013 veio Assassin’s Creed Black Flag, contando a história de Edward Kenway, que viveu na Época Dourada da Pirataria, pai de Haytham Kenway e avô do Connor do jogo anterior.

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Aí tivemos uma mudança brusca na franquia, primeiro pela forma em que Edward se tornou um assassino (não darei spoilers para quem ainda não jogou), como pelo próprio sistema do jogo, bastante focado na exploração e nas batalhas navais. Navegar e navegar, caro carujo, por esse mundão aberto enquanto asaqueia navios mercantes e busca baús de tesouro em inúmeras ilhas.

Se os assassinos de outrora não eram exímios nadadores (Altair sequer podia nadar em seu jogo), em Black Flag o mar será seu melhor amigo, e dá até para aprender a cantar a música que os piratas entoam enquanto o navio singra o oceano. Só pela navegação e conflitos da época de ouro da pirataria o jogo já vale muito, confira nossa resenha!

Chegamos em 2014 e esta semana tivemos o lançamento de mais 2 jogos da franquia; um ambientado na América do Norte, século XVIII e o outro em Paris, durante o ápice da Revolução Francesa.

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Mas esse passeio na história da franquia tem alguma relação com os novos jogos? Sim e não. Não existe relação direta, é possível pegar esses novos sem precisar ter jogado os anteriores (ainda que o Rogue, o Black Flag ew seu DLC Freedom Cry tenham bastante em comum).

Após a “era Desmond é possível entender cada jogo separadamente sem problemas, pois cada história é única, ainda que dentro de um mesmo universo onde há Abstergo, Templários, e tudo mais. No mais, cada jogo vale a pena justamente pelas peculiaridades de cada jogo e pelos novos momentos históricos que cada game visita.

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O sucesso de Assassin’s Creed é inegável. Os que curtem a saga são como escravos dos lançamentos, precisam conhecer os novos personagens, os cenários históricos e as menções que possam existir entre os jogos, mesmo reclamando do excesso de jogos que chegam todos os anos às prateleiras.

E não é apenas de jogos que a franquia é feita, os livros tiveram um enorme sucesso, as HQs são fenomenais e ainda estamos no aguardo de um filme que parece que virá um dia. A temática de “viagem no tempo” permite explorar diversos períodos históricos e personagens com características muito diferentes um do outro, cada um respeitando a época que viveu.

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Mesmo ainda precisando melhorar em alguns pontos (quem não precisa?), ainda existe muito para se explorar em Assassin’s Creed, e o céu é o limite para uma franquia que pode visitar diversos “ondes” e diversos “quandos”.

E fique ligado que em breve teremos por aqui análises completas de Assassin’s Creed Rogue e Assassin’s Creed Unity. Já começou a jogar? Está curtindo? Qual o seu favorito da saga? Deixe seu comentário e bom jogo!

3 Respostas para “Das Cruzadas à Revolução Francesa, conheça melhor a grandiosa franquia Assassin’s Creed”

  • 17 de novembro de 2014 às 13:45 -

    Rodrigo Gato

  • Muito bom o texto. Esse ano resolvi dar uma nova chance a série. Fechei o 1 (a duras penas) semana retrasada e já parti pro 2. E quanta mudança, nem parece que foi o mesmo estúdio que desenvolveu, estou simplesmente adorando. Peguei alguns spoilers no texto, mas confesso que já fui esperando por isso! kkkk

  • 18 de novembro de 2014 às 11:11 -

    Felipe Tostes

  • Joguei o 01 próximo ao lançamento, e realmente ele era inovador, mas se tornava repetitivo rapidamente, não cheguei a fechar, mas fui até o final. O 02 é um dos melhores jogos da franquia, se não o melhor. Pegaram todo o feedback dos jogadores do 01 e melhoraram o jogo em todos os aspectos. As continuações eu acabei não jogando, por falta de tempo mesmo. Estou jogando o Black Flag, e apesar de comparar a forma como o personagem se movimenta com o excelente Shadow of Mordor, tenho que aceitar que o modo de AC é único, menos elementos stealth e mais ação, diferente do SoM que bebe mais do gameplay de Batman (O botão que ‘agacha’ e deixa stealth no Batman/SoM faz o personagem de AC correr e escalar)… Recomendo começar com o 02 para qualquer um; o Black Flag une AC + piratas, não tem como dar errado. Terminando esse vou partir para o Unity num futuro próximo depois que a Ubisoft consertar os bugs.

  • 18 de novembro de 2014 às 15:31 -

    Leonardo

  • O jogo é bem legal como os outros , só achei que mudou poucas coisas como  agora voce tem roupa de viking e uns trajes novos , mas a batalha do Black Flag é igual , desbloquear as coisas em alto mar, isso não mudou,mas vale a pena comprar,abraço espero que curtem a nova historia.

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