Jogos sociais e a conquista de seu espaço no mercado

21 de fevereiro de 2018
Autor: Stéfanie Neuman

Jogos sociais e a conquista de seu espaço no mercado

Você se lembra dos jogos vinculados às redes sociais que costumavam ser um hit entre usuários há anos atrás? E se eu te dissesse que, atualmente, é possível ter um bom retorno investindo em jogos dessa natureza, você acreditaria?

Os jogos tidos como convencionais, feitos para consoles ou PC, tem uma história bem mais definida e independem de colaborações externas, embora exista a possibilidade de jogar em modo multiplayer presencial ou online, enquanto a grande proposta dos jogos sociais é a necessidade de interagir com outras pessoas dentro ou fora de seu círculo de amigos, uma vez que suas conquistas só são possíveis se tiver o apoio de outros jogadores.

O grande foco desses games, é, além de promover divertimento casual, fazer nascer um espírito de competitividade por meio dos rankings que comparam seu progresso com o de outros jogadores, e te colocar em contato com eles.

Enquanto uma série de gamers tenham ainda um grande preconceito em relação a modalidade, o mercado mostra que há um espaço considerável dentro da ampla área web e mobile, e que é possível sim ter um bom retorno investindo em jogos dessa natureza.

Recentemente tive a oportunidade de visitar os estúdios Pipa, em São Paulo, e conversar com um de seus fundadores, Pedro Moraes.

Jogos sociais e a conquista de seu espaço no mercado

A Pipa Studios começou em 2012 com uma equipe de três pessoas, 2 desenvolvedores e 1 artista. Em dezembro do mesmo ano foi lançado o primeiro jogo da empresa, o Praia Bingo.

Há seis anos atrás, na época em que a startup começou, a audiência desse tipo de jogo abrangia cerca de 35 milhões de pessoas, sendo que quase a metade (47%) era composta por pagantes. A margem de lucro dentro desse cenário era de 15,8% naquela época, e visitando os estúdios da Pipa hoje, vemos que o resultado dessa pesquisa realmente procede.

Em um escritório que ocupa quase um andar inteiro de um prédio comercial, eles contam com 42 profissionais na equipe, tendo suporte de conteúdo em outros idiomas (inglês, espanhol, italiano e francês). O Praia é traduzido para mais de 20 línguas e embora seja destinado a um público específico tem amplo alcance territorial, abrangendo a audiência internacional. Dados internos levantados em 2017 apontam que 50% do faturamento da empresa vem de fora, e continua crescendo.

A equipe explica que o público do bingo social é mais maduro, composto em sua maioria por mulheres acima de 45 anos com vida social não muito agitada. Dados levantados em 2011 pela PopCap Social Gaming Research mostram que 55% dos jogadores desse tipo de jogo na Europa e nos Estados Unidos são mulheres. Dessas, 17% acima dos 50 anos.

Jogos sociais e a conquista de seu espaço no mercado

O jogo funciona com fichinhas virtuais que o usuário consegue por meio do bônus diário e pode gastá-las com cartelas de bingo online. Existem dois servidores, o Florida (multiplayer) e o Ipanema (contra a máquina). Em ambos os servidores a pessoa pode divertir-se utilizando ou o bônus diário ou com fichinhas compradas com dinheiro de verdade para serem usadas dentro do próprio jogo.

O Praia Bingo foi lançado primeiro no Facebook, onde se popularizou e contribuiu com o crescimento da empresa durante o ano de 2013. Com a ascensão do mobile, os desenvolvedores da Pipa acabaram lançando versões para iOS e Android, que é onde a maior parte de seu público se encontra hoje, transformando o mobile na principal plataforma do jogo.

Do ponto de vista de quem desenvolve jogos, através da equipe do Pipa Studios, é muito mais interessante investir no mobile do que em games de console, uma vez que os jogadores podem investir de pouco em pouco, consumindo pequenos itens mas vários deles, enquanto quem adquire um jogo convencional deve pagar um preço cheio apenas para tê-lo.

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