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Playstation é processada por discriminação de gênero por ex-funcionária

Uma ex-funcionária da Playstation processou a companhia por discriminação de gênero, com acusações de disparidade de pagamentos e negação de promoções.

Renan do Prado

Esta matéria é de 2021 e pode estar desatualizada.

Playstation é processada por discriminação de gênero por ex-funcionária

O caso da Activision Blizzard e suas inúmeras denúncias de assédios e abusos sexuais, juntos da péssima forma como a situação tem sido lidada pela empresa, gerou enorme comoção na indústria de video games, com muitas pessoas enfim vindo a público denunciar abusos. E agora, a Playstation foi acusada de discriminação de gênero por uma ex-funcionária.

Essa ex-funcionária, chamada Emma Majo, trabalhava como analista de segurança de TI na Sony Interactive Entertainment até pouco tempo, quando foi demitida. Segundo o processo levantado por ela, a razão de sua demissão foi devido a discriminação de gênero, pois segundo ela, mulheres recebem pagamentos menores do que homens dentro da companhia. E quando ela denunciou isso para a Sony em uma declaração assinada, foi demitida pouco tempo depois.

A Sony registrou o motivo de sua demissão como sendo em razão de “fechamento de departamento”, mas segundo Majo, ela nunca trabalhou no departamento mencionado em seu documento de demissão. Ela denunciou o caso para a DFEH, o mesmo órgão do governo da Califórnia que está processando a Activision Blizzard. Após a denúncia, a DFEH lhe deu o direito de abrir um processo contra a Sony.

O processo, que é aberto para toda mulher que foi vítima de discriminação, denuncia várias praticas ocorridas desde 2015, em que, no momento de sua contratação, a divisão tinha um corpo de funcionários composto de cerca de 60% de homens para 40% de mulheres, e que com o passar dos anos, a contratação de homens foi muito maior que o de mulheres, sem que nenhuma assumisse postos de liderança.

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Ela conta que por seis anos foi negada uma promoção, mesmo com ela pedindo por isso durante todo esse tempo. E o mesmo acontecia com qualquer mulher funcionária da empresa, que eram negadas a receberem pagamentos iguais ou compensações.

Ela ainda menciona que o diretor de segurança da companhia, Yuu Sugita, se recusava a falar com mulheres na empresa a portas fechadas, e se uma mulher e um homem estivessem conversando com ele, ele só falaria com o homem. Por conta disso, sempre que ela precisava fazer algum pedido ou exigência, pedia para que algum colega homem o fizesse por ela, por medo de ter sua solicitação rejeitada simplesmente por ser mulher.

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Além disso, ela conta de vários casos em que ouviu comentários discriminatórios vindos de homens em posição de liderança e gerência na Sony.

Recentemente, Jim Ryan, o chefão da Playstation, declarou sua preocupação com a forma como a Activision Blizzard está lidando com o processo e as inúmeras acusações que vem recebendo. Phil Spencer, o chefão da Xbox e Doug Bowser, da Nintendo, também se pronunciaram contra a forma como Boby Kotick está lidando com a crise na companhia. Mas agora, com essa denúncia contra a Playstation, é esperado que mudanças ocorram dentro de seus estúdios, assim como essas mudanças se reflitam em todas as grandes companhias da indústria. Ao menos, é o que se espera.

(Via: Polygon)

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Renan do Prado

Amante de Metal Gear, platinador de Soulsborne e exímio jogador online (quando o lag não atrapalha).

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