RetroArkade: Conheça ou relembre Scarface, game que “continua” a história do filme com Al Pacino

6 de março de 2022
RetroArkade: Conheça ou relembre Scarface, game que "continua" a história do filme com Al Pacino

Scarface, ao contrário do que muita gente pensa, não teve origem no filme com Al Pacino. O filme, de 1983, na verdade é um remake de outro filme de 1932. Mas que fez muito sucesso com o trio Brian De Palma, Oliver Stone e Al Pacino. O longa, que é um dos símbolos dos anos 80, traz todo o neon, charme e crueldade do submundo daqueles tempos, em uma história realmente incrível.

O filme é tão influente que a franquia GTA usou elementos de Tony Montana em seus jogos. GTA III, por exemplo, tem a rádio Flashback com várias músicas do filme em seu catálogo. E GTA Vice City foi além, com toda a cidade do game, mais a história de Tommy Vercetti, ser muito parecida com Scarface, incluindo a mansão de Montana, disponível no game.

Mas você sabia que além disso, Scarface também tem um game para chamar de seu? É o The World Is Yours, game que traz um final alternativo para a história de 1983, e conta com um Tony Montana pronto para reestabelecer todo o império construído no filme, perdido após problemas com vícios, com sua família, e seus inimigos.

“Continuando” de onde Scarface parou

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O game tem início imediatamente no final de Scarface, onde o personagem diz sua famosa frase “Say hello to my little friend!”. Dando o controle do personagem ao jogador, é possível reescrever o final do filme, indo para cima de todos os inimigos ao defender sua mansão, e matando os assassinos de Alejandro Sosa.

Com ajuda de seus capangas, Montana foge, mas Sosa viu a mansão de seu inimigo ser apreendida, enquanto seu império de drogas, enfim ruiu. Em um local seguro, Tony lamenta os erros cometidos no filme, e faz um juramento para nunca mais usar cocaína, a droga que o levou à ruína. Além disso, também jurou vingança a Sosa, e a qualquer aliado.

A partir daí, o jogo realmente começa, com Montana retornando três meses depois à Miami, buscando retomar seus distritos e suas empresas. O game, assim, se torna em um jogo de mundo aberto, mas com foco na conquista de territórios. Apesar de missões específicas aqui e ali, Montana participa de missões específicas para a retomada de locais, podendo comprar novamente locais icônicos do filme. E, para manter a riqueza, ainda é possível lavar seu dinheiro, usando o mesmo banco que lavava a grana de Montana no filme.

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E a lavagem de dinheiro é necessária no game pois, ao morrer ou ser preso, o dinheiro que está com o personagem desaparece, sendo necessário sempre ser depositado. E ainda há até um interessante minigame, no qual, apertando o botão na hora certa, a taxa de “juros” do banco fica mais branda, como uma negociação com os bancários bem sucedida.

Fora isso, é “GTA” na essência, pois Montana pode andar por toda Miami, roubar carros, atropelar quem quiser e lutar contra gangues ou fugir da polícia. Entre os carros, claro, há o icônico Cadillac com bancos de pele de onça, além de vários itens que podem equipar e decorar sua mansão.

Um legítimo Scarface

O próprio Al Pacino dublaria Montana no game, mas acabou por não fazê-lo, com dificuldades na voz. No entanto, ele escolheu André Sogliuzzo, que imitou brilhantemente o personagem, com todos os trejeitos e voz forte. Oliver Stone, o roteirista do filme, escreveria o game, mas o cargo acabou ficando com David McKenna, de American History X.

O game não foi unânime em suas críticas, mas muitas delas foram injustas. Apesar de, sim, o game não ter a proposta mais simplificada de um GTA, a ideia de conquistar território é interessante. O game traz uma Miami muito caprichada, com um Tony Montana bem representado, incluindo na sua voz. Seu gameplay é ok, e tudo no jogo pode agradar os fãs do filme.

O game é tão querido que, recentemente, falei de dois projetos que estão fazendo um remaster do jogo. Há uma versão que adicionou Ray Tracing, e uma versão brasileira que busca, além de melhorar o jogo visualmente, corrigir erros e melhorar o gameplay para os dias atuais, o que inclui suporte a controles modernos, além de deixá-lo funcional nos sistemas operacionais atuais.

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