RetroArkade – O lançamento do Super Nintendo, na Ação Games #6

4 de outubro de 2020
Autor: Junior Candido
RetroArkade - O lançamento do Super Nintendo, na Ação Games #6

Como todos sabemos, os Estados Unidos receberam o Super Nintendo, em setembro de 1991. E, a mídia de videogames no ocidente, incluindo as revistas brasileiras, acompanharam de perto as novidades que vinham com o 16-bits da Nintendo. Mesmo sem um lançamento oficial na época (o Super Nintendo chegaria, via Playtronic, dois anos depois), houve uma cobertura mostrando o que o console possuía, além de seus primeiros games.

A Ação Games #6, de setembro de 1991, foi rápida, dentro das possibilidades da época, e preparou um especial, já prevendo que o console faria “nos States a mesma euforia que seu irmão Super Famicom causou no Japão”. A revista informava que o console custava US$ 199, e acompanhava Super Mario World. Na conversão atual, o Super Nintendo chegaria, caso fosse lançado hoje, a US$ 379, ou, na famosa “conversão direta sem impostos”, R$ 2.127.

As expectativas eram de boas vendas. No Japão, o console havia vendido 1,5 milhões de unidades nos primeiros seis meses. A revista observa que este número é praticamente a soma de todos os consoles de terceira e quarta geração no Brasil, nos últimos anos. Eram outros tempos.

Mas o que tem nesse Super Nintendo?

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“A alma do Super NES é o processador 65816“, explica. O processador permitia a exibição de até 128 sprites na tela, o que prometia jogos com mais detalhes e com melhores visuais. O Mode 7, que já era amplamente divulgado pela Nintendo, está registrado no artigo. A “arma secreta”, que permite efeitos de zoom e rotação, foi amplamente utilizado pelos desenvolvedores, em diversos jogos.

E a revista também citou o processador sonoro da Sony, de 8 bits, exclusivo para efeitos de som e músicas dos oito canais do videogame. Historicamente, é possível perceber ótimos trabalhos sonoros no console, com trilhas sonoras inesquecíveis, que usaram muito bem estas capacidades.

Já existia a “guerra SEGA x Nintendo“. E a comparação foi inevitável. Mas, se hoje a discussão está em teraflops e SSD, antigamente as coisas eram diferentes. Resolução, memória, cores simultâneas, paleta de cores e velocidade de processamento era o que faziam a diferença.

O Mega Drive era sim mais veloz, mas foi lançado dois anos antes, e isso significa tecnologia ultrapassada. O Super Nintendo era superior em vários aspectos, e que permitiu, a longo prazo, até iniciativas interessantes, como o Advanced Computer Modeling de Donkey Kong Country, ou o Super FX, de Star Fox. A comparação foi publicada:

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E os jogos?

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O especial apresentou os três primeiros games do Super Nintendo. F-Zero, era o sinal de que “os carros de Fórmula 1 eram coisa do passado”. “Simulador dos carros do futuro”, a revista trata o game como “o que será as corridas do futuro”. Estamos em 2020 e, pelo menos, até o momento, o máximo que temos em relação a rampas, “carros sem rodas” e “combustível que cai do céu” são alguns conceitos. Mas F-Zero se provou ser um grande jogo, e é até uma franquia que a Nintendo poderia usar melhor.

Super Mario World, ou “o apelidado Super Mario 4“, era a grande atração do Super Nintendo. Além do carisma natural do personagem, as expectativas estavam em relação ao salto de qualidade e possibilidades do terceiro game da série, para NES, para o novo jogo. “Mario percorre os mundos na companhia de um dinossauro simpático e guloso”, diz a revista, ainda sem saber o nome do “dinossauro”: Yoshi.

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Um destaque da revista ficou para o “baú”, que servia para o “Mario guardar os poderes que encontra pelo caminho”. O recurso, que se mostrou bem útil para manter o Mario grande, ou com poderes, é o slot em que fica armazenado um power-up extra. Só não sei de onde que tiraram o termo “baú”.

E, por fim, Pilotwings. O game responsável por apresentar de maneira mais específica os novos recursos, incluindo o Mode 7, “é um dos mais chocantes simuladores de esportes e combate aéreo já feitos para videogame”. Era o Flight Simulator para videogames da época. Saltando de para-quedas, pilotando um biplano, voando com um foguete portátil, asa delta e helicóptero, o game oferecia boas opções de gameplay pra quem gosta do título.

Um bom começo para uma história incrível

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O Super Nintendo começou bem sua jornada. Embora tenha perdido espaço para a SEGA, e não vivesse mais os dias de domínio absoluto na era NES, o console conseguiu manter uma boa base, e foi um campeão de vendas. O console veria muitos games marcarem história em seu hardware, indo dos games da Nintendo, para a ascensão da Rare, os games esportivos, sem esquecer os clássicos RPGs da Square.

E nem precisou investir em CD. Se no futuro, a decisão de não apostar nos discos se mostrou um erro para a Nintendo, na era 16-bits, a situação foi exatamente o contrário. O console deu conta de rodar games de alta qualidade, sem add-ons. Mesmo com a companhia tentando, primeiro com Sony e depois com a Phillips, não ter um add-on, como o Mega CD, que nesta mesma Ação Games foi mencionado como “a sensação do momento”, o 16-bits da Nintendo se mostrou competente, e capaz de brigar muito na guerra que travou com o Mega Drive, nos Estados Unidos.

Uma resposta para “RetroArkade – O lançamento do Super Nintendo, na Ação Games #6”

  • 4 de outubro de 2020 às 21:25 -

    Helinux

  • Em teoria o super nes era superior mesmo…mas, determinados jogos: Mk 2, thunder force 3, contra hardcorps, desert strike, a série sonic, shinobi…eram jogos que dificilmente o super nes era superior em jogabilidade. Mk 2 era quase fiel a versão arcade, sem contar thunder spirits do super nes que é uma merd…em comparação ao bem feito e trabalhado thunder force 3 do mega drive. Muitos jogos do mega drive eram superior ao super nes…não bastava ter tecnologia apenas!!!! Enquanto super nes se enchia de RPGs, nada contra…o mega drive se enchia de jogos de esportes!!!! é tudo questão de gosto!!!! até o mk do mega drive era melhor a versão SNES, fala sério!!!! valeu!!!!

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