RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

28 de Abril de 2014
Autor: Luan Barbosa

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

O Mega Drive sempre foi um console rico em jogos de plataforma. Obviamente, a Konami não deixaria de levar os monstros e caçadores de vampiros da saga Castlevania para o console da Sega. Relembre com a gente o clássico Castlevania: Bloodlines!

Lançado de forma exclusiva em 1994, Castlevania: Bloodlines é o décimo jogo da franquia nos consoles, porém, apenas o primeiro – e único – a chegar ao Mega Drive. Ele também é considerado um spin-off na história de Castlevania, apesar de haver alguns fatos que o ligam cronologicamente a outros jogos da franquia.

A história de Castlevania: Bloodlines se passa em um período antes da primeira guerra mundial, no ano de 1914, quando uma misteriosa mulher chamada Elizabeth Bartley soma forças com o feiticeiro Drolta Tzuentes para promover uma grande guerra e usar as almas dos soldados mortos para reviver Dracula.

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

Sabendo disso, John Morris, um descendente da família Belmont, usa o poder do chicote Vampire Killer para derrotar as forças do mal, juntamente com seu amigo Eric Lecarde — um nobre espanhol detentor da Alucard Spear — que tem sua noiva transformada por vampiro e que parte numa busca por vingança. Levados pelos traços de Elizabeth Bartley, John e Eric passam por várias localidades da Europa, em sua busca pelos vilões.

A ambientação é um dos pontos fortes fortes do jogo. Ao todo são seis fases distintas, cada uma se passando em uma localidade diferente na Europa: os protagonistas passam por locais como as ruínas do antigo castelo do Dracula, na Romênia, o santuário de Atlantis na Grécia, a torre de Pisa na Itália e o palácio de Versailles na França, além de uma fábrica de armas na Alemanha e o castelo de Proserpina, da Inglaterra, lugar fictício feito exclusivamente para o jogo.

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

Entrada do santuário de Atlantis; momento em que a água reflete os personagens na tela.

As fases são bem variadas e tiram o máximo de proveito do hardware disponível. Detalhes nos cenários, como as partes aquáticas do santuário de Atlantis, a torre de Pisa que fica íngreme conforme se avança (afinal, ela é torta) e o castelo de Proserpina que fica de cabeça para baixo em certo momento, transformam a experiência durante a jogatina e influenciam diretamente na dificuldade do game, que como de praxe é bem alta e faz com que seja essencial a anotação dos passwords (lembra deles?) entre uma fase e outra.

Castlevania: Bloodlines é um dos jogos mais bonitos do Mega Drive, com sprites grandes, chefes que tomam boa parte da tela, muitos objetos espalhados por cenários bem coloridos, etc. Os personagens e os monstros são todos bem construídos, tanto que alguns deles foram usados posteriormente na série,, além dos chefes que possuem várias partes diferentes, o que lhes dá um aspecto incrível.

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O som acabou sendo limitado pelo chip do console e, apesar de não fazer feio, fica muito aquém dos dois jogos anteriores, Castlevania Chronicles e Rondo of Blood. Apesar disso, é claro que o jogo conta com belíssimas composições assinadas por Michiru Yamane, que inclusive lhe deram a oportunidade de ser o principal artista nessa área no vindouro Symphony Of The Night.

Uma das mudanças mais significativas durante o gameplay é a ausência dos tradicionais corações, que serviam como munição para as armas secundárias (sendo substituídos por cristais). Também foi a primeira vez em que pudemos escolher com qual protagonista jogar. Mas além disso, o gameplay e a jogabilidade continuam os mesmos dos Castlevanias anteriores, com fases lineares, a adição de mid-bosses durante as fases (as vezes até mais de um) e rotas alternativas dependendo do personagem que você escolher no início.

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

Eric, o segundo protagonista do jogo; e o primeiro da saga a não usar o Vampire Killer.

Castlevania: Bloodlines, que no Japão foi entitulado Vampire Killer mas sem nenhuma diferença da versão americana, na Europa teve muitos elementos mudados, como seu subtítulo, que passou a ser The New Generation por causa da palavra “blood”. A Sega deu classificação livre pro título, mesmo havendo muita violência e sangue, mas na Europa foi duramente censurado: O sangue virou água e os zumbis passaram de rosa com um aspecto sangrento para um verde quase inofensivo, por exemplo.

Apesar de ser um spin-off na linha do tempo de toda a série, Bloodlines tem fatos interligados com outros jogos, como a posse do Vampire Killer por parte de John, chicote pertencente a família Belmont, e também seu filho, Jonathan Morris, que posteriormente se tornaria o protagonista de Castlevania: Portrait of Ruin.

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

Bloodlines foi muito bem recebido pela crítica especializada e pelos jogadores. Muitos elogios foram recebidos por levar o Mega Drive ao máximo e por explorar um lado diferente da saga, sempre respeitando as raízes dos primeiros jogos.

Apesar de ser um título tecnicamente inferior aos jogos anteriores, este é um jogo que merece ser lembrado, seja por ser o único da jogo da franquia lançado para o Mega Drive, seja por sua qualidade ímpar no console da Sega, seja por vir antes de uma das maiores obras-primas da Konami, o lendário Castlevania: Symphony Of The Night.

 RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

FICHA TÉCNICA

  • Castlevania: Bloodlines (Castlevania: The New Generation/EU, Vampire Killer/JP)
  • Plataforma: Mega Drive/Genesis
  • Lançamento: Março de 1994
  • Predecessor: Castlevania – Rondo of Blood
  • Sucessor: Castlevania – Symphony Of The Night

7 Respostas para “RetroArkade: relembrando os 20 anos de Castlevania Bloodlines (Mega Drive)”

  • 28 de Abril de 2014 às 16:37 -

    Luiz Alexandre

  • só eu tentei iniciar o jogo no gif pra apertar o start? O_o kk

    • 29 de Abril de 2014 às 10:47 -

      Lucas

    • Só…

      • 29 de Abril de 2014 às 17:45 -

        Junior herac

      • eu tbm kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 28 de Abril de 2014 às 16:41 -

    leandro leon belmont alves

  • não considero esse jogo um Spin off, deve ser birrinha de fanboys porque não é de SNES. mimimi.

    como foi falado aqui, Portair of Ruin é canônico e tem algo a ver com esse jogo.

    e dizem que Eric Lecarde ou é filho ou é parente distante de Alucard e Maria.

  • 28 de Abril de 2014 às 20:19 -

    Onigumo

  • E so que e spin off sim colega, tb n entendi um material tao bom ser spin off que normalmente sao mais fraquinhos, de uma forma ou de outra e um otimo jogo, e uma pena que a konami nao tenha se desapegado da ideia de fazer castlevanias em 3D, caralho castlevania que nao e metroidvania e de lascar vio, mas fazer oque capitalismo vem primeiro….

  • 29 de Abril de 2014 às 15:32 -

    RenanLk' s

  • Que nostalgia que deu agora…
    Acho que vou jogar de novo o Lendário Castlevania Symphony of the Night :D

  • 29 de Abril de 2014 às 19:55 -

    mauricio

  • Vei…nem acreditei quando vi.Aluguei essa fita vários fins de semana,e já tem a ROM dele aqui no PC e já fechei umas 3 vezes,obrigado por darem um valor para um jogo que marcou minha infância.

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