Sound Test Arkade Faixa 31 – The Many Miles We Walk – Red Dead Redemption 2

27 de janeiro de 2019
Autor: Junior Candido

Sound Test Arkade Faixa 31 - The Many Miles We Walk - Red Dead Redemption 2

Um dos grandes elementos de Red Dead Redemption 2, está em sua trilha sonora. Caprichada como no primeiro game, temos muitas trilhas que remetem ao ambiente de Velho Oeste do jogo. Mas também há incríveis músicas cantadas, assim como no game de 2010. Uma delas, em especial, traz toda uma aura emocional para o game.

Não há como não ouvir The Many Miles We Walk, e não se emocionar, de alguma forma, com a canção. Inclusive, para você entender melhor sobre este texto, sugiro terminar o jogo, pois, apesar da música em si não ser nenhum spoiler, ela faz parte de um momento muito importante do jogo. Aliás, recomendo que não leia a matéria, pois, apesar de não contar com grandes spoilers, para falar desta música por aqui é necessário comentar, mesmo que de maneira simplória, alguns momentos chaves do enredo.

Por isso, se você não terminou Red Dead Redemption 2, recomendo fortemente que o faça antes de seguir no texto. E, se você já acabou o game, também recomendo nosso artigo comentando sobre o final do jogo. Vai lá depois, compartilhar suas impressões sobre o final do jogo e de seus personagens.

E, não se esqueça de ler o artigo dando play em nossa playlist especial no Spotify. Ah, e siga a gente por lá também!

Daniel Lanois – A voz das músicas em Red Dead Redemption 2

Sound Test Arkade Faixa 31 - The Many Miles We Walk - Red Dead Redemption 2

A música é um elemento importantíssimo nos games Red Dead Redemption. E a Rockstar, mais do que nunca, investiu pesado neste elemento para seu game. A trilha conta com vários nomes importantes do cenário da música, como Woody Jackson, o compositor desta e de outras músicas que também participou do primeiro game, além de L.A. Noire, e GTA V.

Além de WoodyDavid Ferguson, produtor de Johnny CashJon Theodore, atual baterista do Queens of the Stone Age, e David Ralicke, que participou de Sons of Anarchy, são alguns dos nomes envolvidos. Que por si só, valem um post sobre a trilha sonora do game. Que pode ser feita em uma próxima oportunidade.

Mas, quando o assunto é música cantada, o cara pra isso se chama Daniel Lanois. Lanois é um grande nome no mundo da música. Ele produziu nomes como Bob Dylan, Neil Young e Willie Nelson. Mas foi com o U2 que viveu seus melhores momentos. Em uma parceria com outro grande nome da música, Brian Eno, Lanois produziu discos lendários da banda, como The Unforgettable Fire, e The Joshua Tree.

Ajudou na reformulação da banda com o todo diferente Achtung Baby, em 1991, assim como também participou do disco que levou o U2 ” de volta aos seus velhos tempos”, o All That You Can’t Leave Behind. Por fim, atuou em No Line on the Horizon, de 2009. Para a Rolling Stone, ele falou sobre 15 canções que o definem, como I Still Haven’t Found What I’m Looking For e One, do U2, e Most of the Time, de Bob Dylan.

Mas como cantor, também conta com uma interessante carreira. Seu primeiro álbum, Acadie, foi lançado em 1989. E muitas de suas músicas foram interpretadas por outros artistas, como Dave Matthews, Jerry Garcia Band, Willie Nelson, Tea Party, Anna Beljin, Isabelle Boulay e Emmylou Harris.

As muitas milhas que nós caminhamos

***** Atenção – SPOILERS! *****

No final da história de Arthur, já debilitado pela tuberculose, ele finalmente consegue ajudar seus amigos. E assim, após se despedir de Abigail, que foi levada em segurança por Sadie, Arthur parte rumo a seu destino. Sabendo que seu fim está próximo, ele cavalga rumo ao caos mas em um tom sereno, ouvindo em sua mente muitas coisas, que lhe foram faladas — ou ditas por ele — durante sua jornada.

Sua cavalgada é embalada por uma canção simples, mas forte, de voz e violão, composta por Lanois, e Rocco DeLuca. A música, praticamente resume este momento da vida de Arthur. Fala sobre as muitas milhas caminhadas, as muitas coisas aprendidas, as muitas coisas construídas ou conquistadas, que no fim, viram pó, com a nossa vida se extinguindo.

Mas, apesar de parecer triste, a canção é, ao seu modo, motivadora. Pois, apesar da compreensão sobre o “se tornar pó” no fim, a música se “conforma” dizendo: “é assim que é”. E ainda dá um tapa nas costas. Desejando coisas boas, como um vento favorável, e um bom jogo de cartas na mão. Por fim, a “redenção”: “brilhe a luz na escuridão”, diz a letra. Assim, esta frase resume bem a mensagem principal da vida de Arthur. Alguém que buscou, nos últimos momentos de sua vida, mesmo sem tentar apagar seu passado e quem ele era, se tornar uma pessoa melhor.

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