Tribuna Arkade: Ubisoft é processada na França por acusações de assédio

24 de julho de 2020
Autor: Renan do Prado
Tribuna Arkade: Ubisoft é processada na França por acusações de assédio

A Solidaires Informatique, um sindicato francês, vai abrir um processo coletivo contra a Ubisoft, devido a diversas alegações de assédio e abuso sexual cometidos por diversos nomes importantes da companhia, dentro de seu ambiente de trabalho.

O sindicato convida as vítimas de assédio da Ubisoft, bem como qualquer outra empresa que tenha interesse em participar, a entrar em contato com a entidade para a montagem do caso para ser enviado à corte, prometendo total sigilo a todos os envolvidos. E até lá, o sindicado exige que a Ubisoft responda sobre as acusação antes de ser levada à corte.

Esse processo acontece após várias e várias acusações feitas contra diversas pessoas da empresa, como o diretor de Assassin’s Creed: Valhalla, Ashraf Ismail. Os executivos Serge Hascoet, Yannis Mallat, Cecile Cornet (além de outros. E Maxime Beland, diretor que já trabalhou em Splinter Cell e Rainbow Six, que deixou a companhia em 2019 mas retornou no início de 2020. Todos esses mencionados deixaram a Ubisoft após as denúncias e assédio.

Entre as diversas acusações, estão casos em que, durante uma apresentação de um game, que estava sendo feito por uma mulher, um executivo tocou uma música obscena sobre atos sexuais com uma mulher de mesmo nome da que estava fazendo a apresentação, em um momento em que ela estava ausente, pausando a música quando ela retornou.

Outros casos incluem racismo, em que executivos se referiam ao ator John Boyega, o Finn de Star Wars, por nomes pejorativos. Além de casos dentro da franquia Assassin’s Creed. Em Syndicate, os personagens Jacob e Evie dividiram o protagonismo de forma igualitária, mas isso foi mudado, dando mais destaque ao personagem masculino. Em Origins, a ideia original era matar ou ferir o personagem Bayek no início do game, que seria continuado com o jogador controlando sua esposa, Aya. E o caso mais conhecido é em Odyssey, que foi criado pensando na personagem Kassandra, porém membros da diretoria não aceitaram a ideia pois “uma protagonista feminina não venderia” e exigiram a adição de Alexios como uma das escolhas de protagonista.

Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, comentou brevemente sobre o assunto, sem abordá-lo de forma mais aberta, dizendo (tradução livre): “Sempre que somos informados sobre má conduta, nós tomamos decisões realmente difíceis e garantimos que essas decisões tenham um impacto positivo e claro, assim, isso é muito importante. E agora se tornou claro que certos indivíduos traíram a confiança que eu tinha neles e não agiram de acordo com os valores compartilhados da Ubisoft. Portanto, nunca comprometi meus valores e ética, e nunca o farei. Eu continuarei a guiar e transformar a Ubisoft para encarar os desafios de hoje e amanhã.”

Resta agora acompanhar o caso para saber como ele terminará. E o que acontecerá com seus acusados e com suas vítimas.

(Via: Gamespot)

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