Análise Arkade: revisitando o apocalipse em Darksiders Warmastered Edition

10 de dezembro de 2016
Autor: Rodrigo Pscheidt

Análise Arkade: revisitando o apocalipse em Darksiders Warmastered Edition

Hora de revisitarmos um dos cenários pós-apocalípticos mais bacanas do mundo dos games! Darksiders Warmastered Edition traz o Cavaleiro Guerra e seu cavalo Ruína com força total para a nova geração!

Contextualizando

Darksiders: Wrath of War foi o primeiro jogo do que ainda deve se tornar uma grande franquia. Ele foi o primeiro título produzido pela Vigil Games, estúdio criado e capitaneado pelo quadrinista Joe Madureira, que incutiu toda a personalidade de seu traço no universo do game.

Darksiders foi originalmente lançado em 2010, e recebeu sua sequência oficial em 2012. Curiosamente, Darksiders II recebeu uma versão remasterizada antes do jogo original (confira nossas impressões aqui), que só chegou em versão melhorada aos consoles da nova geração e PCs.

Análise Arkade: revisitando o apocalipse em Darksiders Warmastered Edition

Do lançamento original de Darksiders para cá, vimos a THQ (distribuidora do game) fechar suas portas, ficar um período no limbo e renascer em parceria com a Nordic, que inclusive é a detentora dos direitos da série Darksiders. E, mesmo 6 anos depois e sem grandes novidades, este remaster serve para nos relembrar de todos os motivos pelos quais esta série não deve morrer.

Apocalipse antes da hora

Tavez você já conheça a história do jogo, então só vou dar uma pincelada por cima: no eterno combate entre o céu e o inferno, algo deu errado e o fim do mundo foi decretado antes do tempo. Normalmente isso desencadearia a fúria dos 4 Cavaleiros do Apocalipse, mas, como “algo errado não está certo” nessa história, apenas Guerra responde ao chamado, e acaba se envolvendo em uma treta com o Charred Council, entidade-conselho onipotente que visa manter a ordem na guerra da luz contra as trevas.

Relembre a épica abertura do game (agora legendada em PT-BR)!

Injustamente acusado de iniciar o apocalipse, Guerra deve provar sua inocência encontrando o verdadeiro culpado por iniciar prematuramente o fim do mundo. Para isso, ele terá que forjar alianças questionáveis com seres do céu e do inferno, viajar para lugares sombrios para caçar criaturas que parecem saídas de um pesadelo e (literalmente) forjar uma espada digna de tal missão… tudo isso enquanto recupera seus poderes, que, como sempre, lhe foram tirados lá no início da jornada.

Hack n’ slash + MetroidVania

O gameplay de Darksiders gerou certo burburinho à época de seu lançamento por ter a “cara de pau” de misturar elementos de vários games de sucesso em um único jogo. Felizmente, a “salada” de mecânicas que a Vigil Games produziu funciona muito bem, e garante muita diversidade ao jogo.

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Vejamos: na hora dos combates, o gameplay lembra bastante God of War, cheio de combos estilosos, desmembramentos e finalizações sangrentas (com direito a alguns QTEs). A exploração, por sua vez, é totalmente MetroidVania: você irá passar mais de uma vez por alguns lugares, encontrando barreiras e obstáculos que só serão superados depois que você adquirir o equipamento ou habilidade certos.

Mas não é só isso: o jogo também tem uma generosa dose de puzzles, que brincam com mecânicas que remetem a clássicos como The Legend of Zelda (usando seu shuriken/bumerangue para interagir com elementos do cenário) e até mesmo Portal (literalmente criando portais para criar caminhos e transportar coisas).

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Durante as mais de 15 horas de campanha, você ainda vai enfrentar vermes gigantes montado em seu cavalo (o que lembra um pouco certas batalhas de Shadow of the Colossus), voar na costas de uma besta angelical enquanto atira em inimigos (no melhor estilo Panzer Dragoon) e até controlar o tempo para superar obstáculos (como já fazíamos em Prince of Persia).

Falando em cavalo, gravei também o emocionante reencontro de Guerra com seu cavalo, Ruína. Confere aí:

São muitas referências, mas, veja só, são todas referências de jogos muito bons. Se as mecânicas de Darksiders pecam em originalidade, elas pelo menos não deixam a desejar no quesito qualidade, pois conversam muito bem entre si e garantem um gameplay dinâmico, variado e extremamente funcional.

A versão remasterizada

Darksiders é de uma época em que coisas como Season Passes ou DLCs ainda estavam engatinhando. Por conta disso, o material entregue nesta Warmastered Edition não traz nenhum conteúdo extra ou inédito. O que temos aqui é exatamente o mesmo jogo de 2010. Mas com algumas melhorias, claro!

Análise Arkade: revisitando o apocalipse em Darksiders Warmastered Edition

Para começar, o game agora roda em 1080p — podendo chegar à 4K nos PCs e no PS4 Pro — e seu framerate foi totalmente aprimorado, permitindo que o game rode aos 60fps, o que garante muito mais fluidez à movimentação. As cores também receberam um ajuste leve, especialmente em relação ao contraste, que está mais evidente.Para acompanhar a resolução maior, as texturas foram retrabalhadas, deixando o visual mais limpo. No geral, ainda está claro que o jogo não foi “pensado” para a nova geração, mas seu visual não decepciona.

Confira abaixo uma das excelentes boss battles do games na versão remasterizada:

A versão que recebemos para análise foi a de Xbox One, e, salvo alguns glitches de som, no geral ela não decepciona. Colegas de imprensa me contaram que a versão PS4 possui severas quedas de framerate e cutscenes totalmente fora de sincronia, mas não testei para confirmar, mas posso afirmar que isso não aconteceu no XOne.

Curiosamente, o download no XOne nem chega aos 18 GB, enquanto no PS4 ele passa dos 30 GB (a diferença deve ser por conta do suporte ao 4K do PS4 Pro). Ah, e vale ressaltar que para quem já tinha o game original no PC, o upgrade para a Warmastered Edition é gratuito!

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Por último — mas não menos importante — acho super válido dizer que Darksiders Warmastered Edition está totalmente legendado em português brasileiro! Na época do lançamento original o Brasil ainda não estava tão “no radar” das empresas, de modo que o máximo que tínhamos eram legendas em inglês. Considerando que o jogo envolve muitos nomes de personagens, lugares e entidades, poder acompanhar tudo em português é uma mão na roda para não ficar “boiando“.

Conclusão

Darksiders Warmastered Edition não é um remaster cheio de conteúdo extra, mas é um bom remaster, de uma das franquias mais bacanas que surgiram na geração passada (na minha opinião, claro). Se você já curtiu o game na geração passada, não vai encontrar nada genuinamente novo aqui, mas destroçar anjos, demônios e monstros em 1080p a 60fps não deixa de ser divertido.

Considerando que um Darksiders III ainda pode vir a se tornar realidade um dia, nunca é demais relembrar o ótimo game que deu início à saga dos Cavaleiros do Apocalipse. Já temos os 2 jogos remasterizados, então, THQ Nordic, pode anunciar o terceiro game quando quiser, ok?

Darksiders Warmastered Edition chegou ao PS4 e ao XOne em 22 de novembro. No dia 29/11, o game chegou aos PCs, e uma versão para Wii U ainda está para sair. O game conta com menus e legendas em português brasileiro.

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