Análise Arkade: Death Stranding consegue ser ainda mais incrível no PC

20 de julho de 2020
Autor: Gilson Peres
Análise Arkade: Death Stranding consegue ser ainda mais incrível no PC

Death Stranding é um jogo muito singular, que dividiu opiniões quando foi lançado em novembro de 2019. Mesmo com uma discussão constante sobre ser “fora da caixa” ou “monótono demais”, o game finalmente recebeu sua versão para computadores. Tivemos a oportunidade de testá-lo antes e depois de seu lançamento oficial no Steam e na Epic Games, e nossas impressões você confere agora!

Com um visual aprimorado e jogabilidade fluida, o game agrada bastante em seu desempenho no PC. Entretanto, é importante ter em mente que é preciso um PC consideravelmente robusto. Não para jogá-lo exatamente, mas para ter de fato ter uma experiência completa no que tange sua produção incrível.

Análise Arkade: Death Stranding consegue ser ainda mais incrível no PC

Um dos marcos de 2019

Death Stranding, como dito acima, dividiu opiniões quando lançado para o PS4. O tão aguardado novo jogo de Hideo Kojima — primeira produção do renomado produtor em seu estúdio independente — agradou muito alguns e entediou outros. O motivo? Provavelmente sua intenção de gameplay, que é completamente diferente da maior parte do que temos na indústria atualmente.

Antes de continuarmos, é sempre bom lembrar que já falamos do game aqui no site, quando ele foi lançado inicialmente. Assim, temos uma análise completa de Death Stranding no PS4, onde falamos mais sobre suas características mais polêmicas. Caso queira, você pode conferir este texto clicando aqui.

Análise Arkade: Death Stranding consegue ser ainda mais incrível no PC

Aqui basta dizermos que é sempre bom quando um jogo deste calibre alcança mais públicos. Isso porque sua temática mais série e complexa pode abarcar diversos jogadores de PC que não tiveram a oportunidade de experimentá-lo no console da Sony. O que já é, de antemão, um acerto! Principalmente por ser lançado relativamente rápido para PC, se compararmos com outros jogos que fizeram o mesmo percurso.

Enredo complexo cheio de camadas

Para os não tão familiarizados com o título até então, cabe aqui uma explicação rápida e sem spoilers sobre a sua história. Lembrando que falamos bastante sobre isso tanto na análise do game (sem spoilers) quanto na coluna Depois do Fim, onde explicamos e discutimos o enredo do game — com spoilers.

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Explicando em poucas linhas (se é que isso é possível), acompanhamos a história de Sam Porter Bridges. O mundo no qual estamos tenta se reerguer após um evento cataclísmico e misterioso que dá nome ao game. Nesse contexto, com isolamento social severo, constantes períodos de quarentena (soa assustadoramente familiar, né?) e um mundo inóspito e hostil, cabe aos entregadores a função mais importante de todas: conectar novamente a sociedade, formando uma verdadeira rede de contatos.

Se o gameplay de Death Stranding divide opiniões, não podemos falar o mesmo de sua história. Exemplo de como Hideo Kojima sabe surpreender e envolver com uma história instigante e bem contada, Death Stranding nos apresenta um mundo pós-apocalíptico único, impossível de ser comparado com qualquer outro produto que aborde essa temática.

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As novidades da versão para PC

Se Death Stranding já surpreendia em seus aspectos visuais na versão de PlayStation 4, no PC ele brilha ainda mais. Vários são os recursos para PC que não estão presentes no console. Entre eles, temos alguns fatores já aguardados, como a resolução 4K e a taxa de quadros de 60fps. Mas para os jogadores mais exigentes e com máquinas mais potentes, a Kojima Productions se empenhou ainda mais.

Assim, Death Stranding também apresenta o modo 21:9 ultrawide, que surpreende bastante pela amplitude de imagem e imersão. Além disso, uma tecnologia nova foi utilizada — e é compatível somente com máquinas com as novas placas RTX da NVidia. O chamado DLSS (Deep Learning Super Sampling) usa inteligência artificial para aumentar as taxas de quadros e gerar imagens ainda mais lindas.

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Mas o jogo ainda assim é relativamente acessível para jogadores com hardware mais limitado. Sua configuração mínima recomenda um processador i5-3470 ou Ryzen 3 1200; 8 GB de memória; GTX 1050 de 3GB ou Radeon RX 560 de 4GB e nada menos que 80GB de espaço livre. Claro que todo o espetáculo visual que jogo propõe é bem reduzido em PCs mais modestos, mas a experiência ainda é válida.

Outras das novidades da versão de PC de Death Stranding são as missões secundárias exclusivas e o modo Ultra Hard. São ao todo seis missões novas iniciadas lendo um e-mail de “Benjamin H.“. Nelas, temos acesso a itens exclusivos da versão de PC que fazem referência direta à franquia Half-Life. Além disso, certos conteúdos da história fazem ligação entre o universo desses dois jogos… mas não vamos dar spoiler aqui.

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Half-Life 3 confirmado?! Não, é só um chapéu…

A necessidade do bom desempenho

A jogabilidade de Death Stranding, independente de ser boa ou não, é totalmente focada em atravessar grandes distâncias da maneira mais eficiente possível. Muitos podem chamar de “simulador de carteiro” ou acusar os mapas de serem “vazios demais”. Porém, fica claro ao longo da jogatina de que essa era mesmo a intenção de Kojima com o título, e a solidão e a melancolia desse mundo são partes fundamentais da obra.

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Desse modo, se faz muito importante um bom desempenho do jogo para que essa experiência seja a mais imersiva possível. Isso porque precisamos traçar rotas, observar o terreno constantemente, se orientar por objetos e características ainda distantes, entre vários outros artifícios que otimizam a navegação. Isso tudo em cenários vastos, com belíssimos efeitos complexos e um sistema de equilíbrio e física muito particulares, uma vez que aqui, qualquer tropeçada pode botar tudo a perder.

Durante a jogatina de acesso antecipado — em um server que só estava ativo para imprensa (e quem mais tivesse acesso antecipado) — tive uma experiência sem falhas nesse aspecto, sempre jogando online, como a experiência de jogo indica que joguemos. Porém, após o lançamento do título no último dia 14, alguns probleminhas técnicos foram percebidos.

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Entre eles, travas momentâneas na transição abrindo ou fechando menus do jogo. Além disso, alguns objetos estão demorando um pouco mais para serem carregados na tela do que outrora, o que prejudica a imersão e a jogabilidade um pouco. Mas felizmente a Kojima Productions já está trabalhando nas correções e atualizando o game com certa frequência.

Um jogo que não é para todos

Death Stranding definitivamente não é um jogo para todos os públicos. Tenha isso em mente, jogador de PC, antes de adquirir o título. O único elemento passível de ser comparado entre o jogo e os trabalhos anteriores de Kojima como Metal Gear é o enredo diferente, instigante, bem construído. Isso porque, no geral, Death Stranding é difícil de ser comparado com outros games, ou com as outras obras da carreira de Kojima.

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Por isso, o jogo é pedida certa para fãs do trabalho de Kojima que amam uma boa história sendo contada num jogo. Além disso, aqueles que são mais desprendidos de mecânicas mais convencionais da indústria também podem se interessar pela experiência, que não prioriza ação e definitivamente não recompensa a violência.

Em resumo, a chegada de Death Stranding aos PCs é muito bem vinda. Uma aquisição de peso para jogadores do Steam ou da Epic Games. Suas melhorias na versão de PCs são muito boas, mesmo que priorizem a experiência daqueles com máquinas muito potentes.

Death Stranding foi lançado para PC no dia 14 de julho de 2019, e está disponível tanto na Epic Games quanto no Steam. Além disso, o jogo possui uma versão para PlayStation 4, lançada em novembro de 2019. Para esta análise, rodamos o game em um notebook gamer com processador i5-9300, 8GB de memória, placa de vídeo GTX 1650 de 4GB e SSD de 128gb.

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