Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

28 de janeiro de 2015
Autor: Gui Mendes

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

Anita Sarkeesian, criadora do Feminist Frequency, tem sofrido uma massiva “sustained intimidation campaign“(campanha de intimidação persistente), como ela mesmo denomina, há vários anos. Hoje, ela nos deu uma pequena mostra no seu feed do Twitter, e ele é perturbador.

Em apenas uma semana, por meio de um único canal de mídia social, Sarkeesian recebeu nada menos do que 150 mensagens de ódio. Elas variam de xingamentos até mensagens ameaçando-a de morte e estupro.

Organizados na página do Tumblr do Feminist Frequency, quanto mais você desce, mais parece não ter fim a capacidade da ignorância e ódio gratuito dos usuários

Independente de se tratarem de sockpuppets, ou não, ainda há uma parcela de que isso seja reflexo do sexismo latente e institucionalizado que permeia a comunidade de games.

Aliás, se você está meio por fora de quem é Anita Sarkeesian ou de qual é essa treta, leia nossa Tribuna Arkade sobre o Gamergate e fique por dentro do assunto.

*Aviso de conteúdo misógino, insultos de gênero, incitação ao suicídio, a violência sexual, estupro e ameaças de morte além de linguagem inapropriada.

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

“se mate, feministas são um desperdício de ar e também mais jogos deveriam ter personagens femininas quase nuas como em ‘Tomb Raider’ etc”

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

“P**A NÓS NÃO VAMOS FALAR SOBRE ISSO ENTÃO EU ESPERO QUE VOCÊ SEJA ESTUPRADA, SUA VAGABUNDA”

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

“que tal você ter câncer”

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

“Apenas colocando para fora, você merece todas essas ameaças de morte que você está recebendo.”

Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter

“se mate seu pedaço de lixo. Você não deveria ser capaz de respirar. Um desperdício de oxigênio.”

Como a própria Sarkeesian comenta no post do Tumblr:

Desde que eu comecei o projeto Tropes vs Women in Video Games, dois anos e meio atrás, eu fui assediada diariamente por jogadores irados, bravos com minhas críticas de sexismo em videogames. Por vezes, pode ser difícil de expressar efetivamente o quão ruim essa campanha de intimidação persistente realmente é. Então, eu tomei a liberdade de coletar mensagens de ódio, ao longo de uma semana, enviadas para mim no Twitter. Os seguintes os tweets foram dirigidas a minha conta @femfreq entre 20/01/15 e 26/01/15.

Caso queira ver a compilação completa dos tweets, acesse o Tumblr do Feminist Frequency. Fique a vontade para debater o assunto na área de comentários abaixo.
(Via: Polygon)

19 Respostas para “Tribuna Arkade: Anita Sarkeesian mostra as ameaças violentas que bombardeiam seu Twitter”

  • 28 de janeiro de 2015 às 16:11 -

    Carlos Schneider

  • É errado qualquer tentativa de ódio gratuito e agressão por parte dessas @ que imagino que muito delas sejam pre adolescentes sem nada pra fazer, mas n justifica. Por outro lado não podemos querer impor um padrão de jogos para as industrias baseados no nosso gosto pessoa, ideologia, oq ofende e não ofende, seria abrir portas para uma censura. Jogos são meramente ficção e n devem ser externalizados em forma de algo ruim. Se vc se sente ofendido, é sensível a um tipo de jogo simplesmente n consuma. É no minimo egoísta vc n gostar de algo q n corresponde a seus princípios e querer boicotar, principalmente se for algo que foi feito pra divertir e entreter. Infelizmente uma parte do feminismo radical busca fiscalizar TUDO oq se passa pra poder usar como arma do vitimismo e intolerância. N sei se é o caso desse grupo. Jogos são jogos.

    • 28 de janeiro de 2015 às 17:28 -

      Bruno

    • Muito bem escrito, cara. Isso só dá espaço a censura. Eu canso de ver coisas que não me agradam mas são formas de entretenimento para outros, não acho justo acabar com algo só porque não é de meu gosto.

      • 28 de janeiro de 2015 às 18:06 -

        Carlos Schneider

      • Bem complementado. Me parece q essas meninas estão querendo jogos mais voltados para elas com mais mulheres como protagonistas, n tenho ctz, ai acho válido, diversificar, ter mais opções, mas querer censurar e reprimir nunca. Sem liberdade de expressão e criativa o mundo fica um lugar ainda pior pra se viver.

    • 28 de janeiro de 2015 às 20:03 -

      Renan do Prado

    • Muito bem falado!!!

    • 29 de janeiro de 2015 às 09:32 -

      Binholouco13

    • eu iria comentar mas vc já disse por mim…

    • 29 de janeiro de 2015 às 10:56 -

      Lucas

    • Desculpe discordar, mas não creio que você tenha real dimensão da coisa. Se imagine como uma garota que curte games e busque se ver procurando algo pra jogar que não inclua personagens femininas seminuas, provocantes, burras ou simplesmente secundárias. Você terá problemas em achar. Principalmente nos títulos mais conhecidos e de maior qualidade. Assim como a indústria pornográfica, o cinema, a música, quadrinhos e diversas outras formas de entretenimento, os games parecem feitos só por e para homens. Ou garotos, melhor dizendo. Garotos que parecem pensar com seus pênis em vez de com suas mentes. Games são só diversão? São ficção? Como é possível alguém dizer isso hoje em dia? Sabe quantos bilhões essa indústria gera? Sabe como influencia a vida de muitos? A misoginia, a homofobia, o racismo, o preconceito de um modo geral não deveria vir vinculado nem mesmo de forma velada em qualquer conteúdo. Basta ler os comentários que esses gamers descerebrados mandam pra ela para ver que a causa da moça é justa. 

    • 29 de janeiro de 2015 às 11:05 -

      lucas_fiorentino

    • Talvez até concorde em parte com vocês, mas olhem todos esses comentários. Apenas homens falando. É de se pensar: quem somos nós, homens, pra definir o que é machismo e o que não é? Não somos nós que sofremos com isso, entendem? Acho que chegar e dizer que é exagero, que isso não é nada, é egoísmo de nossa parte em não entender que as coisas podem ser diferentes para um grupo diferente do nosso. Eu com certeza acho que os jogos possuem um nível de machismo absurdo, assim como outras áreas da indústria de entretenimento. É só você ver o próprio fundo do site da Arkade, propaganda do PB. Quando eles querem chamar a atenção do jogador, um game sempre coloca uma mina daora que atrai esses gamers. A personagem feminina é muito usada como estratégia de marketing, e isso vocês não podem negar. 

  • 28 de janeiro de 2015 às 16:19 -

    Henrique Gonçalves

  • Vale lembrar que ela irá lançar novos projetos abordando feminismo, e um deles apontará as protagonistas femininas que deram certo no mundo dos videogames, o que é um ótima ideia para mostrar o lado positivo da indústria.

    • 28 de janeiro de 2015 às 17:42 -

      Gui Mendes

    • Verdade Henrique, bem lembrado, veremos se isso diminui um pouco da raiva enraizada… Até porque ela estará falando do lado positivo, geralmente falar “mal” atrai mais os comentários negativos para ela.

    • 29 de janeiro de 2015 às 18:48 -

      Kubrick Stare Nun

    • Pra ela isso existe? kkkkPra mim ela deveria era botar a mão na massa e fazer um vídeo game com personagens femininas nessas especificações todas aí que ela quer ao invés de ficar só reclamando e inventado defeitos. Se o jogo dela ficar bom aí eu levarei ela a sério.

  • 28 de janeiro de 2015 às 18:23 -

    leandro leon belmont alves

  • bem…que ela faça logo esse jogo e que o assunto sobre ela e os xingamentos e ameaças cesse o mais rápido possível.

  • 28 de janeiro de 2015 às 20:03 -

    Renan do Prado

  • Pessoalmente, não gosto das ideias da Anita Sarkeesian. Muito menos de muitas polêmicas que ela cria. Não sou machista, e tenho em minha mente que o uso cheio de orgulho da palavra “feminista” é tão péssimo quanto o uso da palavra machista. Já que acredito que não se combate machismo com feminismo, e sim com igualdade total. Senão, é o mesmo que combater o mau-cheiro de uma sala com perfume fedorento.

    Mas, não me alongando muito no que não interessa, todos esses ataques são ainda mais infelizes e não possuem qualquer desculpa.Tando feminismo/machismo radical são extremamente inúteis.

    • 29 de janeiro de 2015 às 18:41 -

      Kubrick Stare Nun

    • “ah não. vc eh machista sim… não sabe que feminismo é que é igualdade e que todo mundo que não adere ao feminismo é machista e mimimimimimi” – alguma fangirl da sarkeeesian depois de ler o seu comentário

      • 29 de janeiro de 2015 às 20:09 -

        Renan do Prado

      • E olha que eu já previa isso antes de comentar qualquer coisa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • 28 de janeiro de 2015 às 22:41 -

    Rodrigo Windrunner

  • A unica forma de tentar mudar isso  é ignorar os possiveis imbecis e dependo da ameaca pode ate denunciar que se os caras forem do mesmo pais que o dela estao ferrado por ameaca e ….

  • 29 de janeiro de 2015 às 09:36 -

    Leonardo

  • Ridiculo o comportamento destas pessoas que abusam do anonimato da internet para ofender quem quer que seja. Agora, essa moça também adora aparecer e se fazer de vítima. Ela é a típica líder de grupo revoltado de minorias. Nota-se facilmente nas coisas que ela fala, que ela é uma mulher infeliz e frustrada. A melhor coisa à se fazer com uma pessoa como ela é argumentar contra as opiniões dela sem ofender, pois a ofensa só vai dar combustível para ela continuar sendo a voz da razão. Além do mais, ela daria o devido destaque para comentários que contra-argumentaram as tolices que ela vomita pela boca? não né…

  • 29 de janeiro de 2015 às 09:42 -

    Leonardo

  • Sempre que eu vejo a cara dessa cidadã, eu sinto vontade de jogar Dead or Alive

  • 29 de janeiro de 2015 às 18:53 -

    Kubrick Stare Nun

  • Twitter é uma ninho de cobra e zé mané que não tem o que fazer e só sabe ficar xingando tudo quanto é pessoa famosa que tem por lá. Isso é fato comprovado. Se você é famoso e não gosta de ler gente falando merda sobre você então a única solução é parar de usar aquela porcaria. Mas, como de costume, a Anita preferiu partir pro mimimi…

  • 3 de fevereiro de 2015 às 01:01 -

    Ana Clara

  • O que a Anita sofre (aliás, diga-se de passagem, o que qualquer feminista de destaque nas redes sociais sofre) é horroroso. Não é só xingamento na rede não. Esses estúpidos já chegaram ao ponto de divulgar o endereço dela. Não tenho certeza se é a Anita ou a menina da polêmica do jogo de depressão, mas uma das duas tem que ficar mudando de casa constantemente por causa disso. E nem é preciso ir muito longe pra casos como esse, a própria Lola aqui no BR sofre o mesmo.Alguém comentou aí em cima que coisas como essa podem levar à censura. Eu até concordaria se tivesse alguma igualdade representativa nos jogos para ambos os gêneros, mas não é o que ocorre. As garotas gamers representam quase cinquenta porcento (CINQUENTA MEU) dos consumidores de jogos. E mesmo com isso, é difícil pegar um jogo com uma boa protagonista desenvolvida. Sem que ela esteja com a aparência totalmente voltada para o público masculino (alguém comentou que a indústria de games parece ser voltada para garotos. Para mim parece mais voltada para velhos babões e tarados.)Sobre o que a Anita fala, não é muita novidade para qualquer pessoa engajada no feminismo. Muitas garotas (e espero que garotos) já ficaram com aquela cara de tacho quando a câmera dá AQUELE close desnecessário no peito ou na bunda de alguma personagem. Nem Resident Evil, que tem ótimas protagonistas, escapa disso.Sobre garotas desenvolver jogos: a maioria das meninas que vão para engenharia, matemática, física, programação, enfim, a área das exatas e vistas como masculinas tem que se provar a todo instante. Se tira nota boa, é pq dá pro professor. Se tira ruim, é pq é mulher. Se manda todo mundo ir plantar batata, é uma recalcada mal amada… Alguém virá dizer que isso é frescura. Mas na boa, se você é homem, não acho que vá saber da missa a metade.

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